
Quem acompanha a Copa do Mundo certamente já percebeu uma cena que se repete diversas vezes durante as partidas: jogadores cuspindo constantemente enquanto correm pelo gramado. Embora o comportamento desperte curiosidade entre os torcedores, ele possui explicação científica e está diretamente ligado às alterações fisiológicas provocadas pelo exercício físico de alta intensidade.
Segundo especialistas em medicina esportiva, durante atividades intensas o organismo sofre diversas adaptações para manter o desempenho dos atletas. Uma delas ocorre na produção e na composição da saliva, que se torna mais espessa devido à perda de líquidos causada pela transpiração e pelo aumento da frequência respiratória.
Quando isso acontece, muitos jogadores preferem eliminar a saliva em vez de engoli-la, buscando aliviar a sensação de boca seca e melhorar o conforto respiratório durante a partida.
Durante uma partida profissional, atletas permanecem em alta intensidade durante mais de 90 minutos, alternando corridas, arrancadas e mudanças bruscas de direção.
Esse esforço reduz temporariamente a produção normal de saliva e favorece sua concentração, tornando-a mais viscosa.
Além disso, a respiração predominantemente pela boca — comum durante exercícios intensos — aumenta o ressecamento da cavidade oral.
O resultado é uma sensação constante de desconforto, levando muitos jogadores a cuspirem repetidamente.
Apesar de bastante comum, especialistas afirmam que não existem evidências científicas de que cuspir aumente o rendimento esportivo.
O comportamento funciona apenas como uma resposta natural ao desconforto provocado pelo esforço físico.
Em alguns casos, atletas também utilizam enxaguantes bucais ou bebidas isotônicas durante os intervalos para aliviar o ressecamento e manter a hidratação.
Médicos ressaltam que a principal forma de evitar esse desconforto continua sendo a hidratação adequada antes, durante e após as partidas.
Durante grandes competições, as equipes médicas monitoram constantemente o estado de hidratação dos atletas para reduzir o risco de queda de desempenho e complicações relacionadas ao calor.
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