
A Universidade de Oxford, no Reino Unido, iniciou o primeiro ensaio clínico em humanos de uma vacina desenvolvida especificamente contra a cepa Bundibugyo do vírus ebola, responsável pelo atual surto registrado na República Democrática do Congo e em áreas vizinhas de Uganda. A iniciativa representa um marco na busca por formas de prevenção contra uma variante para a qual ainda não existe vacina aprovada.
O estudo, denominado BD-Ebov, é um ensaio clínico de Fase 1 e envolverá 50 voluntários saudáveis, com idade entre 18 e 55 anos. O principal objetivo é avaliar a segurança do imunizante e sua capacidade de estimular uma resposta imunológica eficaz contra o vírus.
O imunizante utiliza a plataforma ChAdOx1, a mesma tecnologia de vetor viral empregada na vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca.
Segundo os pesquisadores, a utilização dessa plataforma pode acelerar o desenvolvimento da vacina, já que seu perfil de segurança é amplamente conhecido pela comunidade científica.
O início dos testes ocorre em meio ao avanço do surto provocado pela cepa Bundibugyo, considerada uma das variantes mais raras do ebola. Atualmente, não existe vacina licenciada especificamente para essa cepa, embora já existam imunizantes aprovados contra outras variantes do vírus, como a Zaire ebolavirus.
Especialistas destacam que o desenvolvimento de uma vacina específica poderá fortalecer a resposta internacional diante de futuros surtos e ampliar as ferramentas disponíveis para controlar a doença.
Caso os resultados da Fase 1 demonstrem segurança e boa resposta imunológica, a vacina seguirá para novas etapas de testes clínicos, envolvendo um número maior de participantes e, posteriormente, populações expostas ao risco de infecção.
Pesquisadores ressaltam que o avanço representa um importante passo para o desenvolvimento de novas estratégias de combate ao ebola, especialmente diante da circulação de variantes para as quais ainda não há imunizantes específicos.
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