
Um levantamento divulgado pela Transparência Brasil aponta que a Câmara dos Deputados destinou R$ 1,3 bilhão em emendas de comissão sem identificar quais parlamentares foram os autores das indicações dos recursos. Segundo o estudo, foram registradas 1.341 emendas em nome de lideranças partidárias, sem que os responsáveis individuais fossem informados.
De acordo com a entidade, esse modelo dificulta o acompanhamento da destinação dos recursos públicos e reduz a transparência sobre a atuação dos parlamentares.
A Transparência Brasil afirma que esse formato apresenta características semelhantes às antigas emendas conhecidas como "orçamento secreto", já questionadas por órgãos de controle e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O levantamento mostra que parte significativa das indicações foi registrada apenas em nome das lideranças dos partidos, sem identificação nominal dos deputados responsáveis.
Especialistas defendem que a identificação individual dos autores das emendas é essencial para garantir fiscalização dos gastos públicos e permitir maior controle social sobre a aplicação dos recursos.
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