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Procon-SP nas farmácias: um mesmo genérico, preços variando mais de 2.400%

Pesquisa feita em farmácias, drogarias e nos sites de grandes redes aponta que os preços dos medicamentos de referência também variam significativamente

07/07/2026 às 15h18
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Procon-SP nas farmácias: um mesmo genérico, preços variando mais de 2.400%

Uma pesquisa realizada pelo Procon-SP acendeu um alerta para os consumidores paulistas: o mesmo medicamento pode apresentar uma diferença de preço superior a 2.400%, dependendo da farmácia escolhida. O levantamento, divulgado em junho, analisou mais de 70 medicamentos de referência e genéricos comercializados em estabelecimentos físicos e plataformas online da capital paulista, revelando variações expressivas que reforçam a importância da pesquisa antes da compra.

O estudo foi realizado nos dias 19 e 20 de maio em dez farmácias e drogarias distribuídas pelas cinco regiões da cidade de São Paulo. Paralelamente, os especialistas também pesquisaram os preços praticados por dez grandes redes de farmácias em seus sites oficiais, utilizando um endereço de IP localizado na região central da capital.

Os resultados mostram que, embora os preços estejam dentro do limite estabelecido pela legislação, a diferença entre um estabelecimento e outro pode representar uma economia significativa para o consumidor.

Tadalafila apresentou a maior diferença de preço

Entre todos os medicamentos analisados, o destaque ficou para o genérico Tadalafila 5 mg, vendido em embalagem com 30 comprimidos.

Segundo o levantamento, o produto foi encontrado por R$ 98,05 em uma farmácia localizada na Zona Norte da capital paulista, enquanto outro estabelecimento da Zona Sul comercializava exatamente o mesmo medicamento por apenas R$ 3,87.

A diferença chegou a impressionantes 2.433,59%, a maior registrada em toda a pesquisa.

O dado chama atenção porque o mesmo medicamento já havia liderado o ranking de maior variação no levantamento realizado pelo Procon-SP em 2025, quando a diferença entre os estabelecimentos foi de 2.091,57%.

Medicamentos de referência também apresentaram grande variação

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço foi registrada com o Synthroid 25 mcg, utilizado no tratamento de doenças da tireoide.

A embalagem com 30 comprimidos foi encontrada por R$ 41,43 em uma farmácia da Zona Norte da capital e por R$ 10,73 em outro estabelecimento, resultando em uma variação de 286,11%.

Embora menor que a observada entre alguns medicamentos genéricos, a diferença também demonstra que pesquisar preços pode gerar uma economia significativa.

Genéricos continuam sendo muito mais baratos

Outro dado importante da pesquisa confirma uma tendência já observada nos últimos anos: os medicamentos genéricos continuam apresentando preços médios muito inferiores aos dos medicamentos de referência.

Nas lojas físicas analisadas pelo Procon-SP, os genéricos custavam, em média, 63,05% menos que os medicamentos de marca equivalentes.

Já nas farmácias virtuais, essa diferença foi ainda maior, chegando a 66,18%.

O levantamento reforça que os medicamentos genéricos possuem a mesma eficácia, segurança e qualidade exigidas pelos órgãos reguladores, sendo uma alternativa mais econômica para pacientes que possuem prescrição médica.

Compras pela internet podem gerar economia

Além da comparação entre diferentes farmácias, o estudo também revelou que, de maneira geral, os preços encontrados nas lojas virtuais foram menores do que aqueles praticados nas unidades físicas.

Segundo o Procon-SP:

  • os medicamentos genéricos vendidos pela internet estavam, em média, 20,58% mais baratos;
  • os medicamentos de referência apresentaram preços 8,13% inferiores nas plataformas digitais.

O órgão ressalta, entretanto, que esses valores não consideram despesas adicionais, como frete ou descontos oferecidos por programas de fidelidade.

Preços dos medicamentos continuam subindo acima da inflação

Outro ponto observado pelo estudo foi o aumento médio dos preços em relação ao ano anterior.

Na comparação entre os medicamentos pesquisados em 2025 e 2026, foi registrado:

  • aumento médio de 8,43% nos medicamentos de referência;
  • aumento de 12,74% entre os medicamentos genéricos.

No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo IBGE, acumulou alta de 4,99%, indicando que os medicamentos tiveram reajustes superiores à inflação oficial.

Já entre os produtos comercializados nos sites pesquisados, o aumento foi mais moderado:

  • 2,80% nos medicamentos de referência;
  • 3,81% nos genéricos.

Preços seguem dentro do limite permitido pela Anvisa

Apesar das diferenças encontradas entre os estabelecimentos, o Procon-SP informou que todos os medicamentos pesquisados estavam sendo vendidos dentro dos limites estabelecidos pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável pelo controle dos preços no país.

Os valores máximos autorizados são definidos anualmente e divulgados por meio da Lista de Preços Máximos ao Consumidor (PMC), documento que deve permanecer disponível para consulta em farmácias e drogarias.

Pesquisa também foi realizada em cidades do interior paulista

Além da capital, o levantamento foi expandido para outros municípios do Estado de São Paulo, permitindo que consumidores consultem os preços praticados em suas respectivas regiões.

Entre as cidades participantes estão:

  • Araçatuba;
  • Bauru;
  • Campinas;
  • Presidente Prudente;
  • Ribeirão Preto;
  • Santos;
  • São José do Rio Preto;
  • São José dos Campos;
  • Sorocaba.

O objetivo é oferecer maior transparência ao mercado e auxiliar a população na comparação de preços antes da compra.

Procon orienta consumidores a pesquisarem antes de comprar

Diante das diferenças encontradas, o Procon-SP reforça algumas recomendações importantes para quem precisa adquirir medicamentos.

Entre elas estão:

  • pesquisar os preços em diferentes farmácias antes da compra;
  • verificar se o medicamento possui registro no Ministério da Saúde;
  • conferir lote, validade e data de fabricação;
  • consultar programas públicos de distribuição gratuita ou com descontos;
  • verificar benefícios oferecidos por convênios médicos, laboratórios e programas de fidelidade;
  • optar por medicamentos genéricos sempre que houver indicação médica, já que costumam apresentar preços significativamente menores.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, pequenas pesquisas podem representar uma economia expressiva, especialmente para pacientes que fazem uso contínuo de medicamentos, contribuindo para reduzir os gastos familiares sem comprometer a segurança do tratamento.

 
 
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