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Especialista alerta que inteligência artificial não substitui experiência humana no marketing em saúde

Uso da IA acelera análises e reduz custos, mas qualidade dos resultados ainda depende da interpretação de profissionais e de dados confiáveis, afirma médico especialista em marketing para o setor de saúde

13/07/2026 às 15h31
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Especialista alerta que inteligência artificial não substitui experiência humana no marketing em saúde

A inteligência artificial vem transformando a forma como empresas produzem conteúdo, analisam dados e desenvolvem estratégias de marketing. No setor da saúde, porém, especialistas alertam que a tecnologia, por si só, não garante melhores resultados. A combinação entre experiência humana e dados de qualidade continua sendo considerada essencial para decisões mais seguras e eficientes.

Para o médico e fundador da MNG, empresa especializada em marketing para o setor médico, João Amorim, a principal mudança provocada pela inteligência artificial foi reduzir o tempo e o custo para executar tarefas consideradas básicas.

Segundo ele, atividades que antes exigiam dias de trabalho, como análises de dados, elaboração de campanhas e produção de conteúdo, hoje podem ser realizadas em poucos minutos com o auxílio da tecnologia.

No entanto, o especialista afirma que esse avanço também elevou o nível de exigência do mercado.

"O que antes era considerado um bom trabalho passou a ser apenas o ponto de partida. A inteligência artificial tornou o razoável algo comum, e isso exige profissionais cada vez mais preparados para interpretar os dados e tomar decisões estratégicas."

Tecnologia depende da experiência de quem a utiliza

Para explicar esse cenário, João Amorim compara a inteligência artificial a um carro de Fórmula 1.

Segundo ele, a tecnologia possui enorme capacidade, mas seu desempenho depende da experiência de quem está no comando.

"Um piloto experiente consegue extrair o máximo desempenho. Já uma pessoa sem preparo dificilmente aproveitará todo o potencial da ferramenta", afirma.

Na prática, isso significa que a inteligência artificial pode acelerar análises, identificar padrões e cruzar informações em grande volume, mas ainda depende da interpretação humana para transformar esses dados em estratégias eficazes.

Dados incompletos podem gerar decisões equivocadas

Outro ponto destacado pelo especialista é a importância da qualidade das informações utilizadas pelos sistemas de inteligência artificial.

Segundo ele, muitas clínicas e empresas ainda analisam apenas indicadores superficiais das campanhas digitais, como custo por clique, custo por lead e quantidade de contatos iniciados pelo WhatsApp.

Esses dados mostram apenas parte da jornada do paciente.

Para uma análise mais eficiente, é necessário acompanhar todo o processo, desde o primeiro contato até a realização da consulta, do procedimento e do retorno financeiro obtido.

Sem esse acompanhamento, a inteligência artificial pode produzir análises sofisticadas, porém baseadas em informações incompletas.

Contexto faz diferença no setor da saúde

João Amorim destaca que o marketing médico possui características específicas que nem sempre são compreendidas por sistemas automatizados.

Diferenças entre especialidades, perfil dos pacientes, comportamento regional e objetivos de cada clínica influenciam diretamente os resultados das campanhas.

Segundo ele, esse conhecimento é construído ao longo da experiência profissional e não pode ser substituído apenas pelo uso da tecnologia.

Inteligência artificial amplia produtividade, mas não elimina o fator humano

Para o especialista, a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta capaz de aumentar a produtividade das equipes, e não como substituta do conhecimento técnico.

Ele afirma que profissionais experientes conseguem utilizar a tecnologia para produzir análises mais rápidas e decisões mais precisas, enquanto o uso sem planejamento pode levar a interpretações equivocadas e prejuízos para as estratégias.

Na avaliação de João Amorim, o diferencial competitivo das empresas tende a estar cada vez menos no acesso à inteligência artificial e mais na capacidade de utilizá-la de forma estratégica, combinando tecnologia, experiência e dados confiáveis para apoiar a tomada de decisões.

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