
A Fundação Florestal, vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de São Paulo (Semil), realiza nesta quarta-feira (22), em Cananéia, uma ação voltada à conservação do mico-leão-caiçara (Leontopithecus caissara), espécie considerada criticamente ameaçada de extinção e uma das mais raras do planeta.
A iniciativa reúne especialistas em medicina da conservação, pesquisadores e equipes de monitoramento para realizar a captura temporária de grupos de animais que vivem na região de Ariri, no extremo sul do litoral paulista.
Durante a operação, os técnicos substituirão os radiocolares utilizados no acompanhamento dos animais, equipamentos fundamentais para o monitoramento da espécie em ambiente natural. As baterias dos dispositivos atuais estão próximas do fim da vida útil, tornando necessária a troca para garantir a continuidade das pesquisas.
Além do monitoramento, os micos receberão vacinação preventiva contra a febre amarela, medida considerada essencial para reduzir o risco da doença entre as populações silvestres, especialmente diante dos registros da enfermidade em diferentes regiões do país.
Os animais também passarão por exames clínicos, incluindo coleta de sangue, pelos e outras amostras biológicas que permitirão avaliar o estado de saúde dos indivíduos e acompanhar possíveis alterações na população.
O mico-leão-caiçara é considerado um dos primatas mais ameaçados do mundo. Estima-se que existam menos de 400 indivíduos vivendo na natureza, distribuídos exclusivamente entre o litoral sul de São Paulo e o norte do Paraná.
Por possuir uma área de ocorrência extremamente restrita, qualquer ameaça ambiental ou sanitária pode representar impactos significativos para a sobrevivência da espécie.
Segundo a Fundação Florestal, toda a operação segue protocolos de biossegurança e bem-estar animal. Após a realização dos exames, da vacinação e da substituição dos equipamentos de monitoramento, todos os animais serão devolvidos ao mesmo local onde foram capturados.
A iniciativa integra ações de conservação que unem gestão ambiental, pesquisa científica e medicina veterinária, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre a espécie e fortalecer estratégias de preservação de um dos maiores patrimônios da biodiversidade brasileira.
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