Especialistas alertam para impactos do excesso de telas na saúde mental de crianças e adolescentes durante as férias
Maior tempo em celulares, tablets, videogames e redes sociais pode afetar sono, comportamento, concentração e relações familiares
21/07/2026 às 09h26
Por: AdminFonte: Portal Vale do Paraiba
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As férias escolares costumam representar um período de descanso e lazer para crianças e adolescentes. No entanto, especialistas chamam a atenção para um hábito que costuma crescer nessa época: o aumento do tempo de exposição às telas.
Com mais horas livres e menos atividades estruturadas, celulares, tablets, videogames, computadores e televisão acabam ocupando boa parte da rotina de muitos jovens. Embora a tecnologia faça parte do cotidiano e ofereça benefícios para educação e entretenimento, o uso excessivo pode provocar impactos importantes na saúde mental.
Segundo especialistas, o principal problema não está no acesso aos dispositivos, mas na falta de equilíbrio entre o tempo dedicado ao ambiente digital e outras atividades fundamentais para o desenvolvimento infantil.
Alterações no comportamento e no sono
O excesso de estímulos proporcionado por jogos eletrônicos, vídeos curtos e redes sociais pode favorecer alterações de humor, irritabilidade, ansiedade e dificuldade para lidar com frustrações.
Entre adolescentes, também aumentam os riscos de isolamento social e comparações constantes com padrões irreais apresentados nas redes sociais.
Outro efeito bastante observado está relacionado ao sono.
A luz azul emitida pelas telas interfere na produção de melatonina, hormônio responsável pela regulação do ciclo do sono, podendo causar dificuldade para dormir, noites mal dormidas e cansaço durante o dia.
Especialistas destacam ainda que conteúdos altamente estimulantes mantêm o cérebro em estado de alerta por mais tempo, dificultando o relaxamento necessário para um descanso adequado.
Atenção aos sinais
Mudanças persistentes de comportamento, perda de interesse por atividades presenciais, irritação ao interromper o uso de dispositivos eletrônicos, dificuldade de concentração e isolamento social podem indicar que o uso das telas ultrapassou limites considerados saudáveis.
De acordo com o médico Dr. Marcelo Godoi Cavalheiro, o acompanhamento precoce da saúde emocional durante a infância e a adolescência é essencial para evitar a evolução desses sinais para quadros mais complexos.
Especialistas recomendam que os pais estabeleçam horários para utilização dos dispositivos, incentivem atividades ao ar livre, esportes, leitura e momentos de convivência familiar.
Quando os sinais persistem, a orientação é procurar avaliação profissional com pediatras, psicólogos, neurologistas ou psiquiatras. A identificação precoce dos problemas favorece intervenções mais eficazes e contribui para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.
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