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Especialista explica como adaptar a alfabetização de crianças com TDAH e favorecer a aprendizagem

No Dia Mundial de Conscientização do TDAH, educadora destaca estratégias que ajudam alunos a desenvolverem o potencial e superarem desafios na escola

13/07/2026 às 15h15 Atualizada em 13/07/2026 às 16h09
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Especialista explica como adaptar a alfabetização de crianças com TDAH e favorecer a aprendizagem

Celebrado em 13 de julho, o Dia Mundial de Conscientização do Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) reforça a importância do diagnóstico precoce, do combate aos preconceitos e da adoção de estratégias pedagógicas que favoreçam o desenvolvimento de crianças e adolescentes no ambiente escolar.

O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta cerca de 5% das crianças em idade escolar e é caracterizado por sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Embora possa trazer desafios para a alfabetização e a aprendizagem, especialistas ressaltam que o transtorno não impede uma trajetória escolar bem-sucedida quando há acompanhamento adequado.

Segundo Luciana Brites, CEO do Instituto NeuroSaber, psicopedagoga, psicomotricista, doutoranda em Ciências do Desenvolvimento Humano e mestre em Distúrbios do Desenvolvimento, compreender as características do transtorno é essencial para promover uma educação mais inclusiva.

TDAH não se manifesta da mesma forma em todas as crianças

De acordo com a especialista, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) classifica o TDAH em três apresentações: predominância desatenta, predominância hiperativa-impulsiva e apresentação combinada.

Na forma desatenta, a criança costuma perder o foco facilmente, esquecer etapas das atividades e apresentar dificuldade para manter a concentração durante a leitura ou outras tarefas que exigem atenção contínua.

Já na apresentação hiperativa-impulsiva, a impulsividade interfere diretamente no aprendizado. É comum que o aluno tente adivinhar palavras durante a leitura, escreva de maneira apressada e abandone atividades antes de concluí-las.

Na apresentação combinada, os sintomas das duas formas aparecem simultaneamente.

Para Luciana Brites, identificar qual perfil predomina permite que professores utilizem estratégias mais adequadas para cada estudante.

Inteligência não é comprometida pelo transtorno

Um dos principais mitos relacionados ao TDAH é a ideia de que crianças com o transtorno possuem menor capacidade intelectual.

Segundo a especialista, isso não corresponde à realidade.

Com diagnóstico precoce, acompanhamento multidisciplinar e apoio escolar, crianças com TDAH podem apresentar desempenho compatível ou até superior ao da média.

O tratamento pode envolver profissionais como psicopedagogos, psicólogos, fonoaudiólogos e médicos, sempre de acordo com as necessidades individuais.

Professores devem observar alguns sinais

No ambiente escolar, alguns comportamentos podem indicar a necessidade de avaliação especializada.

Entre eles estão:

  • dificuldade para manter a atenção por longos períodos;
  • distração frequente;
  • esquecimento constante de materiais;
  • excesso de movimentação;
  • impulsividade;
  • dificuldade para concluir atividades.

Na fase de alfabetização, esses desafios costumam estar relacionados principalmente à atenção, à memória, ao controle do comportamento e à motivação para tarefas repetitivas.

Em alguns casos, o TDAH pode ocorrer juntamente com outros transtornos, como dislexia e Transtorno Opositivo Desafiador (TOD).

Estratégias ajudam no aprendizado

Segundo Luciana Brites, pequenas adaptações em sala de aula podem fazer grande diferença no desenvolvimento da criança.

Entre as principais recomendações estão:

  • propor uma atividade por vez;
  • oferecer mais tempo para execução das tarefas;
  • reduzir estímulos que possam causar distração;
  • utilizar recursos visuais;
  • dar instruções curtas e objetivas;
  • dividir atividades longas em etapas menores;
  • permitir pausas durante os estudos;
  • utilizar jogos, tecnologia e reforço positivo como ferramentas de aprendizagem.

A especialista também destaca que, na escrita, é mais importante priorizar a qualidade do que a quantidade de exercícios.

Inclusão exige planejamento e empatia

Para a educadora, lidar com o TDAH durante o processo de alfabetização exige compreensão das necessidades individuais de cada criança.

Ela ressalta que, com planejamento, adaptações simples e apoio adequado, é possível transformar dificuldades em oportunidades de aprendizagem, promovendo inclusão, desenvolvimento e autonomia dentro da escola.

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