
O Teatro Municipal Pedro Paulo Teixeira Pinto recebeu, na última quarta-feira (27), a cerimônia oficial de abertura do 15º Festival da Mata Atlântica (FEMA) e da 12ª Semana do Mar, em Ubatuba. O evento reuniu autoridades municipais, representantes de instituições parceiras e integrantes de comunidades indígenas, quilombolas e caiçaras, marcando o início de uma programação dedicada à educação ambiental, valorização cultural e fortalecimento dos saberes tradicionais.
A abertura reforçou a importância da preservação da Mata Atlântica e o papel essencial das comunidades tradicionais na proteção dos territórios, dos recursos naturais e dos conhecimentos ancestrais. A proposta do festival é promover o diálogo entre diferentes setores da sociedade, conectando cultura, meio ambiente e desenvolvimento sustentável.
O secretário adjunto de Meio Ambiente, Jonatas Miguel, destacou que o FEMA busca integrar a população em torno da conservação ambiental e da valorização das identidades locais.
“Organizamos esta edição com muito carinho para um evento acolhedor e participativo. Tivemos um cuidado especial em reunir indígenas, quilombolas, caiçaras e toda a comunidade de Ubatuba, porque são essas pessoas que ajudam a construir o futuro da cidade, preservando a Mata Atlântica e protegendo nossos recursos naturais. Quando falamos em preservação, estamos pensando também nas próximas gerações e no legado que deixaremos para elas”, afirmou.
A cerimônia também contou com a presença do coordenador de Políticas para os Povos Indígenas da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo, Cristiano Kiririndju, que ressaltou a importância da representatividade das comunidades tradicionais nos espaços de debate e construção de políticas públicas.
“Precisamos fortalecer a visibilidade dos povos indígenas, das comunidades tradicionais e dos caiçaras da nossa região. Muitas vezes, existe a percepção de que os povos indígenas estão apenas na Amazônia, quando, na verdade, estão presentes em diversos territórios do país. Espaços como este são fundamentais para ampliar o diálogo, fortalecer nossas comunidades e garantir representatividade”, destacou.
A programação de abertura incluiu apresentação do Coral Nhamandu Nhemopuã, da Aldeia Boa Vista, com cânticos tradicionais, além de palestras sobre sustentabilidade, conservação ambiental e valorização dos territórios tradicionais.
Entre os destaques, a professora Patrícia Bianchi abordou a relação entre biodiversidade, mudanças climáticas e identidade cultural, ressaltando a relevância ambiental de Ubatuba.
“Vocês têm aqui um patrimônio natural de enorme relevância, que contribui para a regulação do clima e para o enfrentamento das mudanças climáticas. A preservação da Mata Atlântica em Ubatuba beneficia não apenas a região, mas todo o país e até mesmo o planeta”, enfatizou.
Durante a cerimônia, os participantes também receberam exemplares do livro À Beira do Fogão, publicação que reúne memórias, histórias e saberes das comunidades tradicionais da região.
O 15º Festival da Mata Atlântica segue até o dia 6 de junho, com programação gratuita em diferentes regiões de Ubatuba. As atividades incluem ações de educação ambiental, cultura, ciência, conservação da natureza e valorização dos conhecimentos tradicionais.
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