
Dom Orlando Brandes, arcebispo da Arquidiocese de Aparecida (SP), anunciou os planos para sua aposentadoria após celebrar a última missa de Páscoa à frente da comunidade católica no Santuário Nacional. Aos 80 anos, ele deixará oficialmente o cargo em maio, após uma década de atuação, quando será substituído por Dom Mário Antônio da Silva.
Atualmente como administrador apostólico da arquidiocese, Dom Orlando se despede de uma das mais importantes funções da Igreja Católica no Brasil com sentimento de gratidão e dever cumprido. Em entrevista à Rede Vanguarda neste domingo (5), ele revelou que pretende dedicar sua nova fase de vida ao cuidado com pessoas doentes.
“Vou continuar missionário e quero trabalhar com os doentes. Vou rezar mais, descansar um pouco e ler bastante. Quero viver esse tempo agradecendo as graças de Deus”, afirmou o religioso.
A declaração reforça um desejo antigo. Ainda em março, após a oficialização do novo arcebispo, Dom Orlando já havia manifestado a intenção de atuar em hospitais da região do Vale do Paraíba, prestando apoio espiritual aos enfermos.
“Sempre desejei isso. Aqui temos vários hospitais, Santas Casas... Eu gostaria de ajudar esse mais pobre que é o doente, como Jesus fez”, disse na ocasião.
Mesmo deixando o cargo de arcebispo, Dom Orlando destacou que sua missão religiosa continua. “Termina a missão de arcebispo, mas a missão do bispo é até o fim”, completou.
A sucessão na Arquidiocese de Aparecida já está definida. O papa Leão XIV nomeou Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, até então arcebispo de Cuiabá (MT), como novo responsável pela arquidiocese.
Dom Mário será o sexto arcebispo de Aparecida e deve assumir oficialmente o cargo no dia 2 de maio, em cerimônia prevista para começar às 15h. O período até a posse é dedicado à transição e preparação para a nova liderança.
A Arquidiocese de Aparecida tem destaque nacional por abrigar o Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, maior templo católico do Brasil e um dos principais centros de peregrinação religiosa do mundo.
A saída de Dom Orlando marca o fim de um ciclo importante para a Igreja na região, ao mesmo tempo em que abre espaço para uma nova etapa, com continuidade da missão pastoral e renovação da liderança.
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