

A morte de um homem após um procedimento de aumento peniano com ácido hialurônico na Tailândia voltou a chamar atenção para os riscos associados ao uso de preenchedores em regiões e volumes não previstos pelos fabricantes.
O britânico Igho Ubiribo, de 43 anos, morreu após receber uma aplicação de 40 ml de ácido hialurônico associada a lidocaína. A investigação apontou embolia pulmonar relacionada ao material injetado como causa da morte.
Entre as possíveis complicações desse tipo de procedimento estão infecção, irregularidades, assimetrias, formação de nódulos, obstrução vascular e necrose. A Sociedade Brasileira de Urologia alerta que, mesmo quando realizado por profissionais treinados, o engrossamento peniano não é isento de riscos.
No Brasil, a Anvisa classifica preenchedores dérmicos como dispositivos médicos de alto ou máximo risco. Esses produtos precisam ter registro e devem ser utilizados somente nas regiões anatômicas e quantidades previstas em suas instruções de uso.
A agência alerta que aplicações em áreas não indicadas, inclusive na região genital masculina, podem aumentar a possibilidade de complicações graves.
A orientação é procurar avaliação de profissional habilitado e verificar se o produto utilizado possui regularização junto à Anvisa antes de qualquer procedimento invasivo.
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