

Vinte e cinco anos após os atentados de 11 de setembro de 2001, os efeitos da exposição à nuvem tóxica gerada pelo desabamento das Torres Gêmeas continuam sendo identificados. Dados do World Trade Center Health Program apontam 57.044 certificações de câncer relacionadas à exposição ao desastre até junho de 2026.
Em apenas 12 meses, foram registradas 10.393 novas certificações de câncer, mostrando que as consequências do atentado permanecem presentes décadas depois.
A nuvem liberada durante o colapso dos prédios continha uma mistura de cimento pulverizado, fumaça, combustível queimado, amianto e outras substâncias potencialmente cancerígenas. Bombeiros, policiais, trabalhadores, moradores, estudantes e voluntários foram expostos ao material.
Entre os tumores mais registrados estão câncer de pele não melanoma, próstata, mama, melanoma, linfoma, tireoide, rim, pulmão, bexiga e leucemia.
Um aspecto que chama atenção é que os sobreviventes civis já ultrapassaram os socorristas no número de certificações de câncer, demonstrando que os impactos não se limitaram a quem atuou diretamente no resgate.
Os casos podem surgir muitos anos após a exposição porque diversos tipos de câncer possuem longo período de latência. O acompanhamento médico dos atingidos continua sendo realizado por programas específicos nos Estados Unidos.
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