

As condições climáticas podem favorecer a circulação e transmissão de diferentes vírus no Brasil, influenciando desde doenças respiratórias até infecções transmitidas por mosquitos.
Temperatura, umidade, volume de chuva e mudanças sazonais interferem tanto no comportamento das pessoas quanto na sobrevivência de agentes infecciosos e na reprodução de vetores.
Nos períodos mais frios, por exemplo, as pessoas tendem a permanecer por mais tempo em ambientes fechados e com menor circulação de ar, situação que pode facilitar a transmissão de alguns vírus respiratórios.
Já temperaturas elevadas e períodos de chuva podem criar condições favoráveis à reprodução de mosquitos responsáveis pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya, principalmente quando há água parada disponível para o desenvolvimento das larvas.
As mudanças climáticas também podem alterar padrões históricos de circulação de doenças, ampliando períodos favoráveis à presença de vetores ou modificando regiões onde determinadas infecções encontram condições para se disseminar.
O clima, entretanto, não atua sozinho. Cobertura vacinal, saneamento, comportamento da população, mobilidade e medidas de prevenção também exercem influência importante sobre a transmissão de doenças.
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