

Os Estados Unidos confirmaram as duas primeiras mortes provocadas pelo sarampo em 2026, em meio ao crescimento expressivo dos casos da doença no país. As vítimas eram moradores do Condado de Lancaster, na Pensilvânia, e não haviam sido vacinadas.
Por questões de privacidade, as autoridades não divulgaram informações como idade e sexo das vítimas. Os óbitos também representam as primeiras mortes por sarampo registradas na Pensilvânia em 35 anos.
Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o país chegou a 2.777 casos confirmados em 2026 até 20 de agosto. O número já supera os 2.289 registros contabilizados durante todo o ano de 2025.
Somente a Pensilvânia contabilizava 393 casos distribuídos por 28 condados. Lancaster, onde ocorreram as duas mortes, concentrava 185 registros.
O sarampo é uma doença viral altamente contagiosa e pode ser transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou respira próximo de outras pessoas. Entre as possíveis complicações estão pneumonia, perda auditiva e inflamação cerebral, além do risco de morte em situações graves.
A principal forma de prevenção é a vacinação. Duas doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, oferecem cerca de 97% de proteção contra o vírus.
O crescimento dos casos ocorre em um cenário de queda da cobertura vacinal infantil nos Estados Unidos. O país vive atualmente seu maior número anual de casos de sarampo desde o período de ressurgimento registrado entre 1989 e 1991.
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