

O presidente do grupo Trasmontano Saúde, Fernando José Moredo, de 85 anos, foi afastado de suas atividades em meio a acusações apresentadas por funcionárias envolvendo supostas práticas de assédio sexual e condutas de conotação racista. Ao menos quatro mulheres fizeram relatos contra o dirigente.
As denúncias foram apresentadas por profissionais que ocupavam diferentes funções, incluindo gerentes, assessoras e analistas. Entre as acusações estão comentários considerados sexualmente inadequados, contatos físicos indesejados e episódios com conotação racista. Segundo os relatos, algumas dessas situações teriam ocorrido durante anos.
Uma comissão interna havia recomendado o afastamento de Moredo em maio. Inicialmente, uma decisão judicial permitiu que ele retornasse às atividades, mas essa autorização acabou sendo posteriormente revogada após surgirem relatos de intimidação contra funcionários envolvidos na apuração.
O caso também chegou ao Ministério Público, que recebeu denúncia formal relacionada às acusações. A apuração deverá analisar os relatos e demais elementos reunidos sobre as condutas atribuídas ao dirigente.
A defesa de Moredo nega as acusações. Segundo a versão apresentada pelos representantes do executivo, ele seria alvo de um complô e as denúncias não teriam provas suficientes. A defesa também questiona a maneira como o procedimento interno foi conduzido e afirma que pretende recorrer das decisões.
Moredo está há cerca de 30 anos à frente do grupo, que mantém hospitais, unidades de atendimento e uma instituição de ensino. O caso continua sujeito às investigações e decisões das autoridades competentes.
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