

A Febre do Nilo Ocidental voltou ao centro das atenções das autoridades sanitárias após a confirmação de quatro casos humanos no Brasil, sendo dois no estado de São Paulo e outros dois em Santa Catarina. Entre os registros catarinenses está uma mulher de 77 anos que morreu em decorrência da doença.
Em São Paulo, os diagnósticos são os primeiros casos humanos confirmados da doença no estado. Os pacientes são uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que já se recuperou, e uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanecia internada. O local provável de infecção dos casos ainda estava sendo investigado.
A Febre do Nilo Ocidental é uma doença viral transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero Culex, conhecidos popularmente como pernilongos. As aves são os principais reservatórios do vírus na natureza, enquanto humanos e cavalos podem ser infectados acidentalmente.
A maioria das pessoas infectadas não desenvolve sintomas. Entretanto, uma parcela dos pacientes pode apresentar manifestações clínicas e, em situações mais graves, ocorrer comprometimento neurológico.
Além dos quatro casos já confirmados, existe um caso provável em investigação no Piauí. O Ministério da Saúde acompanha a situação e presta apoio técnico aos estados para fortalecer a vigilância epidemiológica.
Não existe vacina de uso humano nem tratamento antiviral específico para a Febre do Nilo Ocidental. Por isso, as estratégias de prevenção estão relacionadas principalmente à redução do contato com mosquitos e ao acompanhamento da circulação do vírus.
A confirmação dos casos amplia a atenção sobre uma doença ainda pouco conhecida por grande parte da população brasileira e reforça a necessidade de vigilância diante da circulação do vírus em diferentes regiões do país.
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