
Um estudo publicado recentemente identificou a presença de microplásticos em placas de gordura retiradas das artérias de pessoas que sofreram infarto ou outras doenças cardiovasculares. Apesar da descoberta, pesquisadores alertam que os resultados não permitem concluir que os microplásticos sejam responsáveis pelo desenvolvimento das doenças cardíacas.
A pesquisa analisou amostras de pacientes submetidos a procedimentos para desobstrução de artérias e encontrou pequenas partículas de plástico incorporadas ao tecido. Os cientistas ressaltam, porém, que a presença desses materiais no organismo já vem sendo registrada em diferentes órgãos humanos nos últimos anos, como pulmões, fígado, cérebro e placenta.
Segundo os especialistas, o estudo demonstra uma associação, mas não estabelece uma relação de causa e efeito. Ainda não é possível afirmar se os microplásticos contribuem para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares ou se apenas se acumulam em organismos já afetados por processos inflamatórios.
Os pesquisadores defendem que novos estudos, com acompanhamento de longo prazo e um número maior de participantes, serão necessários para entender o impacto real dessas partículas sobre a saúde humana.
Enquanto isso, médicos reforçam que os principais fatores de risco para infarto continuam sendo hipertensão arterial, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade, sedentarismo e alimentação inadequada, fatores cuja relação com as doenças cardiovasculares já está amplamente comprovada pela ciência.
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