
O dólar emplacou a quarta queda consecutiva nesta segunda-feira (26) e encerrou o pregão com recuo de 0,13%, cotado a R$ 5,2798, renovando o menor patamar em dois meses. O movimento reflete um cenário de maior cautela dos investidores, que aguardam definições importantes da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.
No mercado de ações, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas e fechou em leve baixa de 0,08%, aos 178.721 pontos, em um dia marcado por ajustes e realização de lucros.
O grande destaque da semana é a chamada Superquarta, quando ocorrem as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Banco Central do Brasil (BC). A expectativa do mercado é de manutenção das taxas em ambos os países. Nos EUA, os juros devem permanecer na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, enquanto no Brasil a taxa básica, a Selic, tende a ser mantida em 15% ao ano.
Analistas avaliam que, apesar da estabilidade esperada nas taxas, o mercado estará atento principalmente aos sinais futuros dos bancos centrais, especialmente em relação ao início de possíveis cortes de juros ao longo de 2026.
Além da política monetária, o cenário externo segue influenciado por tensões geopolíticas e incertezas sobre o ritmo da economia global, fatores que continuam impactando o comportamento do câmbio e da Bolsa.
A combinação entre juros elevados, fluxo de capital estrangeiro e expectativa de inflação controlada tem sustentado o real frente ao dólar, enquanto a Bolsa brasileira segue operando próxima de máximas históricas, ainda que com movimentos pontuais de correção.
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