

Quase 2 milhões de brasileiros trabalham por meio de plataformas digitais e aplicativos, segundo levantamento divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados ajudam a dimensionar a presença desse modelo de trabalho no mercado brasileiro.
O grupo reúne profissionais que utilizam aplicativos para conseguir clientes, organizar serviços ou receber demandas. Entre os exemplos mais conhecidos estão motoristas e entregadores, mas a atividade por plataformas também alcança outros tipos de prestação de serviços.
A expansão desse modelo acompanha a transformação do mercado de trabalho provocada pela digitalização. Para muitos profissionais, os aplicativos representam uma alternativa de geração de renda e oferecem maior flexibilidade para definir períodos de atividade. Ao mesmo tempo, o crescimento reacende discussões sobre remuneração, jornada, proteção social e direitos trabalhistas.
O levantamento do IBGE permite compreender melhor o perfil de uma atividade que ganhou espaço nos últimos anos e que permanece no centro das discussões sobre novas relações de trabalho no Brasil.
Os números também são importantes para subsidiar debates sobre eventual regulamentação das plataformas e políticas públicas direcionadas aos trabalhadores que dependem dessas atividades para obter renda.
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