

A proposta que pretende acabar com a escala de trabalho 6x1 entrou definitivamente no centro das articulações políticas e eleitorais no Congresso Nacional. Parlamentares do PL e outros integrantes da oposição discutem estratégias para evitar que a matéria avance antes das eleições de 2026.
Parte dos oposicionistas pretende utilizar instrumentos regimentais para prolongar a tramitação e tentar deixar uma eventual votação para depois do período eleitoral. A avaliação, porém, é que impedir publicamente o avanço da proposta também pode trazer desgaste entre trabalhadores e eleitores.
A situação se torna ainda mais delicada caso a PEC chegue ao plenário. Entre líderes da oposição, existe o entendimento de que seria politicamente difícil votar contra a proposta, mesmo com o tema sendo defendido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a campanha presidencial.
O assunto também afeta diretamente a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL). Aliados trabalham para impedir que o avanço da proposta seja transformado em uma vitória política e eleitoral do atual governo antes da votação presidencial.
A PEC pretende alterar as regras relacionadas à jornada de trabalho e extinguir o modelo em que o empregado trabalha durante seis dias e descansa um.
Com as eleições se aproximando, a discussão deixou de envolver apenas aspectos trabalhistas e econômicos e passou a fazer parte das estratégias das campanhas presidenciais.
O avanço ou adiamento da PEC dependerá agora das próximas decisões no Congresso e das articulações entre governo, oposição e lideranças partidárias.
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