

Escolher o que colocar no prato é importante, mas o horário em que uma pessoa faz uma refeição também pode influenciar a maneira como o organismo responde aos alimentos. Pesquisas sobre metabolismo e relógio biológico vêm ajudando a compreender por que comer a mesma coisa durante o dia ou muito tarde da noite pode produzir efeitos diferentes.
O corpo humano funciona seguindo ciclos conhecidos como ritmos circadianos. Eles ajudam a organizar diversas funções ao longo de aproximadamente 24 horas, incluindo sono, liberação de hormônios, temperatura corporal, digestão e metabolismo.
Isso significa que o organismo não funciona exatamente da mesma maneira em todos os momentos do dia. A resposta metabólica a uma refeição pode mudar conforme o horário em que o alimento é consumido.
O jantar ganha atenção especial porque refeições muito próximas do período de sono podem ocorrer justamente quando o organismo está passando para uma fase biologicamente associada ao descanso.
Entretanto, estabelecer um único “horário perfeito” para todas as pessoas é difícil. Rotina profissional, horário de sono, nível de atividade física, condições de saúde e hábitos individuais precisam ser considerados.
Mais importante do que transformar a alimentação em uma sequência rígida de horários é observar a regularidade da rotina e a qualidade geral da dieta. O horário deve ser analisado como parte de um conjunto de hábitos.
As descobertas sobre crononutrição reforçam uma mudança importante na maneira de estudar alimentação: além de perguntar o que e quanto comemos, pesquisadores também investigam quando comemos e como essa escolha interage com o relógio biológico.
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