

A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) avalia ferramentas de inteligência artificial para auxiliar no monitoramento de redes sociais, com atenção especial à proteção de crianças e mulheres no ambiente digital.
A proposta acompanha uma discussão crescente sobre como utilizar novas tecnologias para identificar situações potencialmente prejudiciais na internet sem comprometer direitos relacionados à privacidade e à proteção dos dados pessoais.
Sistemas baseados em inteligência artificial possuem capacidade para analisar grandes volumes de informações em pouco tempo e reconhecer determinados padrões. Aplicados ao ambiente digital, esses recursos podem auxiliar autoridades e plataformas a identificar comportamentos ou conteúdos que mereçam atenção.
Ao mesmo tempo, a utilização desse tipo de tecnologia exige regras claras. O monitoramento de redes sociais envolve informações pessoais e pode gerar questionamentos sobre quais dados são analisados, como são armazenados e quais critérios são utilizados pelos sistemas automatizados.
A discussão ganha relevância diante da presença cada vez maior de crianças e adolescentes nas plataformas digitais e dos diferentes tipos de violência enfrentados por mulheres na internet.
O desafio das autoridades será encontrar um equilíbrio entre segurança e privacidade. A inteligência artificial pode se tornar uma ferramenta adicional de proteção, mas sua utilização precisa respeitar a legislação e garantir transparência sobre o tratamento das informações.
Mín. 14° Máx. 22°



