

O endividamento das famílias brasileiras voltou a crescer e atingiu um novo recorde histórico, chegando a 82% dos lares, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Este é o sexto mês consecutivo de aumento do indicador, refletindo a pressão exercida pelo custo elevado do crédito e pelas despesas do dia a dia.
Entre os principais fatores que contribuem para o cenário estão o uso intenso do cartão de crédito, financiamentos, empréstimos pessoais e carnês. Embora possuir dívidas não signifique necessariamente inadimplência, especialistas alertam que o comprometimento crescente da renda reduz a capacidade de consumo e aumenta o risco de atrasos nos pagamentos.
A pesquisa também aponta que uma parcela significativa das famílias possui contas em atraso e muitas afirmam não ter condições de quitar todos os débitos. O cartão de crédito continua sendo a principal modalidade de endividamento, impulsionado pelas altas taxas de juros praticadas no mercado brasileiro.
Economistas recomendam que consumidores priorizem o pagamento de dívidas com juros mais elevados, evitem novas linhas de crédito desnecessárias e mantenham um planejamento financeiro para reduzir o comprometimento da renda nos próximos meses.
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