STF autoriza investigação contra ministro do STJ por suspeitas de venda de sentenças
Polícia Federal poderá aprofundar apurações sobre Marco Buzzi no inquérito que investiga suposto esquema de corrupção envolvendo decisões judiciais
24/07/2026 às 11h06
Por: AdminFonte: Portal Vale do Paraiba
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O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a ampliar as investigações envolvendo o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no inquérito que apura um suposto esquema de venda de sentenças judiciais.
A autorização permite que os investigadores aprofundem a análise de possíveis ligações entre o magistrado, familiares e pessoas investigadas no âmbito da Operação Sisamnes, responsável por apurar suspeitas de corrupção dentro do sistema de Justiça.
Investigação faz parte de apuração iniciada em 2024
A Operação Sisamnes foi deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de comercialização de decisões judiciais envolvendo integrantes do Poder Judiciário e intermediários.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades, a autorização do STF atende a um pedido formulado pela Polícia Federal com manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República.
Com a decisão, os investigadores poderão aprofundar diligências relacionadas ao ministro e a pessoas ligadas ao seu círculo familiar, dentro do inquérito já em andamento.
Defesa nega irregularidades
Em nota divulgada à imprensa, a defesa de Marco Buzzi afirmou que o ministro não possui qualquer relação com atividades exercidas por familiares e que desconhece as investigações mencionadas.
Os advogados também destacaram que o magistrado observa as regras de impedimento previstas na legislação e negaram qualquer participação em eventual esquema de venda de decisões judiciais.
Caso amplia repercussão no Judiciário
A autorização para aprofundamento das investigações ocorre em um momento de grande atenção sobre mecanismos de transparência e combate à corrupção dentro do Poder Judiciário.
Especialistas destacam que a abertura da investigação não representa condenação ou reconhecimento de culpa, servindo para permitir que a Polícia Federal reúna elementos capazes de confirmar ou afastar as suspeitas.
O andamento do inquérito continuará sob supervisão do Supremo Tribunal Federal, enquanto novas diligências deverão ser realizadas pelos investigadores.
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