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Insuficiência renal crônica: entenda a doença que faz os rins perderem função de forma gradual e silenciosa

Condição exige acompanhamento médico contínuo e pode evoluir para necessidade de diálise ou transplante quando não é diagnosticada e tratada adequadamente

08/07/2026 às 10h11
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Insuficiência renal crônica: entenda a doença que faz os rins perderem função de forma gradual e silenciosa

A insuficiência renal crônica, também chamada de doença renal crônica em muitos contextos médicos, é uma condição caracterizada pela perda lenta, progressiva e geralmente irreversível da capacidade dos rins de filtrar o sangue. A doença voltou a chamar atenção após a morte do escritor e dramaturgo Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos, que enfrentava insuficiência renal crônica. O autor foi um dos grandes nomes da teledramaturgia brasileira, responsável por obras marcantes como Pantanal, Renascer, O Rei do Gado e Terra Nostra.

Os rins exercem funções essenciais para o organismo. Eles filtram resíduos do sangue, eliminam excesso de líquidos pela urina, ajudam no controle da pressão arterial, participam do equilíbrio de minerais e contribuem para a produção de hormônios importantes. Quando esses órgãos perdem eficiência, substâncias que deveriam ser eliminadas começam a se acumular no corpo, comprometendo diferentes sistemas.

A doença preocupa justamente por sua evolução silenciosa. Em muitos casos, o paciente só percebe alterações quando a função renal já está bastante reduzida. Por isso, especialistas reforçam a importância de exames preventivos, especialmente em pessoas com fatores de risco, como diabetes, hipertensão, obesidade, histórico familiar de doença renal ou idade avançada.

Doença pode evoluir por anos sem sintomas claros

Nas fases iniciais, a insuficiência renal crônica pode não provocar sintomas evidentes. O organismo consegue compensar parcialmente a perda de função dos rins, o que faz com que muitas pessoas convivam com a doença sem saber.

Com a progressão do quadro, podem surgir sinais como cansaço persistente, inchaço nas pernas e nos pés, alteração na urina, perda de apetite, náuseas, falta de ar, pressão alta de difícil controle, coceira no corpo e anemia.

Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, a insuficiência renal ocorre quando os rins perdem a capacidade de filtrar adequadamente resíduos, sais e líquidos do sangue, o que pode levar ao acúmulo de substâncias perigosas no organismo.

Hipertensão e diabetes estão entre as principais causas

As duas causas mais frequentes de doença renal crônica são a hipertensão arterial e o diabetes. Quando não controladas, essas doenças provocam danos progressivos nos pequenos vasos sanguíneos dos rins, prejudicando a filtração do sangue.

Outras causas incluem inflamações renais, doenças autoimunes, infecções recorrentes, uso excessivo de medicamentos sem orientação médica, doenças hereditárias e obstruções no trato urinário.

O controle adequado da pressão arterial e da glicemia é uma das principais formas de prevenir a progressão da doença renal. Além disso, médicos recomendam evitar automedicação, manter alimentação equilibrada, reduzir o consumo de sal, praticar atividade física e realizar exames periódicos.

Diagnóstico é feito com exames simples

A avaliação da função renal pode ser realizada por meio de exames de sangue e urina. Entre os principais marcadores estão a creatinina, a taxa de filtração glomerular e a presença de proteína na urina.

Quando alterações são identificadas, o paciente deve ser acompanhado por um nefrologista, especialista responsável pelo diagnóstico e tratamento das doenças dos rins.

O tratamento varia de acordo com o estágio da doença. Nas fases iniciais, o objetivo é controlar os fatores de risco e retardar a perda da função renal. Em casos mais avançados, pode ser necessário recorrer à diálise, procedimento que substitui parcialmente a função dos rins, ou ao transplante renal.

Prevenção e acompanhamento fazem diferença

Especialistas reforçam que a insuficiência renal crônica pode ser controlada quando diagnosticada precocemente. O acompanhamento médico regular permite ajustar medicamentos, orientar mudanças no estilo de vida e reduzir o risco de complicações.

Pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico familiar de problemas renais devem incluir a avaliação da função dos rins em seus exames de rotina.

A principal mensagem dos médicos é que os rins podem adoecer em silêncio. Por isso, cuidar da saúde renal deve fazer parte da prevenção, especialmente entre adultos e idosos.

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