
Os atendidos do Centro de Inovação Eugênio de Melo, da Fundhas, participaram de uma série de palestras voltadas à conscientização sobre violência contra mulheres, bullying, assédio e respeito às pessoas em situação de vulnerabilidade.
A ação reuniu profissionais da área social, segurança pública e atletas de artes marciais, que compartilharam experiências, orientações e reflexões com os adolescentes.
A atleta profissional de MMA Renata Mascena destacou a importância de orientar os jovens sobre os direitos das mulheres e as formas de enfrentamento à violência.
“Falamos sobre abuso, agressão e como as mulheres podem se unir para salvar a própria vida. O esporte ajuda muito na autoestima e no fortalecimento físico e mental. Também mostramos o valor da proteção pessoal, sempre reforçando que a violência nunca deve ser a primeira opção”, afirmou.
A educadora social Valéria Rodrigues de Souza, que atua com mulheres vítimas de violência doméstica, ressaltou a necessidade de ampliar o debate entre adolescentes.
“O número de feminicídios tem aumentado muito. Esse trabalho é importante para orientar essas meninas, para que elas saibam quais são as redes de proteção disponíveis”, explicou.
Ela também destacou a importância de levar informação e conscientização aos jovens desde as primeiras fases do aprendizado.
A guarda civil municipal Nilce Serafim, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, também participou das conversas com os estudantes.
O lutador de MMA e boxe Lucas Santos falou sobre o papel das artes marciais na formação pessoal e no combate à violência.
“A luta não é para gerar violência. A arte marcial ensina disciplina e mostra um caminho diferente para os jovens”, afirmou.
Durante a palestra, Lucas também compartilhou experiências pessoais relacionadas a situações de agressão vividas em sua família, reforçando a importância do diálogo e da conscientização.
Os alunos participaram ativamente das discussões. A estudante Karine Santos, de 15 anos, destacou a relevância do tema para as adolescentes.
“Foi fundamental para todas as meninas, porque essa é uma situação que acontece muito no Brasil. Precisamos estar cientes para saber como agir caso aconteça com a gente ou com alguém próximo”, comentou.
Já Maria Clara de Paula, de 16 anos, ressaltou que a informação pode ajudar a prevenir situações de violência nos relacionamentos.
“Muitas meninas estão começando relacionamentos e não têm conhecimento sobre esse assunto. Ter essa consciência ajuda a evitar que a situação se agrave”, disse.
O estudante Yago Carvalho, de 14 anos, afirmou que os encontros deixaram aprendizados importantes para os jovens.
“Aprendemos como lidar com essas situações e também sobre os esportes. Foram ensinamentos muito bons para a gente”, concluiu.
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