
A Prefeitura de São José dos Campos iniciou nesta segunda-feira (4) a segunda Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026, com o objetivo de medir os níveis de infestação do Aedes aegypti, responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya.
Até o fim do mês, equipes irão percorrer as 42 áreas urbanas do município, analisando imóveis distribuídos em 3.163 quarteirões. A amostragem segue critérios técnicos e exclui locais desabitados, como construções, imóveis à venda, terrenos baldios, praças e áreas verdes.
O trabalho é realizado pelos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), que atuam de segunda a sexta-feira. A Prefeitura orienta os moradores a colaborarem com a entrada dos profissionais nas residências, permitindo a verificação de possíveis criadouros do mosquito. Os agentes estão sempre identificados com uniforme e crachá, e seus dados podem ser consultados online.
A primeira ADL de 2026, concluída em fevereiro, apontou uma redução de aproximadamente 45% nos índices de infestação em comparação com o mesmo período do ano anterior. O Índice Breteau (IB), que mede a presença de larvas em recipientes com água parada, caiu de 2,2 para 1,2 — o que representa 12 focos a cada mil imóveis vistoriados.
Ao longo de 2025, os indicadores também demonstraram evolução, com registros de 1,2 em maio, 0,3 em julho e 0,5 em outubro, evidenciando a eficácia das ações de controle adotadas no município.
Com base nos dados coletados, a Prefeitura ajusta estratégias e direciona as ações conforme a necessidade de cada região. Entre as medidas em andamento estão a Operação Casa Limpa, uso de ovitrampas, drones, carro antidengue e tablets utilizados pelos agentes para monitoramento em tempo real.
Outro destaque é a mudança no horário da nebulização costal, que passou a ser realizada no período da tarde, das 14h às 20h30, facilitando o acesso às residências.
Mesmo com a chegada do outono, a orientação é que a população mantenha os cuidados dentro de casa, eliminando qualquer recipiente com água parada, evitando o uso de pratinhos em plantas e mantendo caixas-d’água e reservatórios devidamente fechados.
Em caso de identificação de possíveis focos do mosquito, a população pode acionar a Central 156 por telefone, site ou aplicativo.
A iniciativa reforça o compromisso do município com a saúde pública e destaca a importância da participação da comunidade no combate ao mosquito.
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