
A Prefeitura de São José dos Campos assinou, na tarde desta quarta-feira (8), a ordem de serviço para o início das obras de construção de uma nova galeria de águas pluviais no Jardim Imperial, região que ficou marcada pela abertura de duas grandes crateras no início deste ano. A previsão é que os trabalhos comecem já nesta quinta-feira (9), com a montagem do canteiro de obras e mobilização de equipamentos no local.
A intervenção será realizada na Rua Felisbina de Souza Machado, ponto crítico que enfrenta problemas estruturais há cerca de 15 anos. O investimento será de R$ 6,7 milhões — valor abaixo dos R$ 8 milhões inicialmente previstos no edital — e a obra terá prazo de 15 meses para conclusão. A empresa responsável pelo serviço será a Terrax, contratada após processo de licitação aberto em março.
O histórico recente da região evidencia a gravidade da situação. No dia 27 de janeiro, uma primeira cratera se abriu no cruzamento com a Rua Roberto Baranoy e chegou a engolir um caminhão carregado com cerca de 10 toneladas de blocos de concreto. Poucos dias depois, em 7 de fevereiro, uma nova erosão surgiu a aproximadamente 250 metros do primeiro ponto, após fortes chuvas, ampliando o cenário de risco.
O segundo desabamento provocou a interdição de quatro casas e do Residencial Jardins de Sevilha, edifício com 34 apartamentos localizado ao lado da cratera. Ao todo, 156 pessoas precisaram deixar suas residências às pressas, retirando pertences de forma improvisada, em meio ao risco de novos desmoronamentos. A ocorrência também causou a queda de um poste de energia, agravando ainda mais a situação na área.
Desde então, a região permanece sob monitoramento constante das autoridades. A Sabesp informou que realizou adaptações na rede para manter o abastecimento de água, mas destacou que a galeria rompida não é de responsabilidade da companhia. Já a EDP promoveu a substituição de postes e a recomposição da rede elétrica, enquanto a Comgás suspendeu o fornecimento de gás nos imóveis interditados por medida de segurança.
Com o início das obras, a expectativa é que a nova estrutura resolva de forma definitiva os problemas de drenagem e instabilidade do solo na região, trazendo mais segurança para os moradores e evitando novos episódios como os registrados no início de 2026.

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