
Uma mulher de 34 anos foi assassinada a tiros na manhã deste domingo (29), em Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo. O crime é investigado como feminicídio e tem como principal suspeito o companheiro da vítima.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP), a vítima foi identificada como Brenda Fernandes Barbosa Fonseca. O corpo foi encontrado ao lado de um campo de futebol, na rua Coronel José Joaquim Ferreira, no bairro Embauzinho.
A Polícia Militar foi acionada por volta das 10h20 e, ao chegar ao local, encontrou a mulher já sem vida, com uma marca de tiro na cabeça. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros também estiveram na ocorrência e confirmaram o óbito no local.
Segundo o boletim de ocorrência, o corpo apresentava sinais de que havia sido arrastado, o que reforça a hipótese de que o crime possa ter ocorrido em outro ponto antes de a vítima ser deixada no local onde foi encontrada.
Testemunhas relataram à polícia que o crime teria ocorrido em frente à residência do companheiro da vítima, que já havia recebido ameaças de morte. A investigação também aponta que o homem teria enviado mensagens à mulher na noite anterior ao crime, marcando um encontro.
Uma filha da vítima confirmou às autoridades que a mãe saiu para se encontrar com o suspeito pouco antes do ocorrido.
Diante dos indícios, o companheiro da vítima é considerado o principal investigado no caso. Até o momento, não há confirmação de prisão.
A ocorrência foi registrada como feminicídio na Delegacia de Polícia Civil de Lorena, que ficará responsável pela investigação. O crime será apurado com base em elementos como depoimentos de testemunhas, mensagens trocadas e perícia técnica no local.
O feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica ou por razões de gênero, sendo considerado um dos crimes mais graves previstos na legislação brasileira.
O caso reforça o alerta para a violência contra a mulher, que ainda registra números preocupantes em todo o país. Denúncias podem ser feitas por meio do telefone 180, canal nacional de atendimento à mulher.
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