
As fortes chuvas registradas nos últimos dias voltaram a evidenciar um problema antigo em Paraibuna (SP): as condições das estradas rurais. Nesta segunda-feira (23), moradores de diferentes bairros relatam dificuldades para trafegar devido à presença de lama, buracos e valetas que se formaram após as pancadas típicas do fim de verão.
Com uma das maiores malhas rurais do Vale do Paraíba, o município enfrenta desafios constantes na manutenção das vias de terra, que são essenciais para a mobilidade da população e para o funcionamento da economia local.
As precipitações recentes intensificaram os danos em trechos que ligam bairros afastados ao centro da cidade, tornando o acesso mais difícil e, em alguns casos, até perigoso.
Motoristas relatam risco de atolamento, perda de controle dos veículos e aumento no tempo de deslocamento, especialmente em horários de maior movimento.
A situação afeta diretamente o transporte de estudantes da zona rural, que dependem das estradas diariamente para chegar às escolas.
Além disso, produtores rurais enfrentam dificuldades para escoar mercadorias, o que pode gerar prejuízos financeiros e comprometer a rotina de trabalho.
Moradores de regiões como Vila de Fátima, Cedro e Itapeva estão entre os que mais relatam problemas e cobram ações mais rápidas do poder público.
Entre as principais demandas estão o cascalhamento das vias e a passagem de máquinas para nivelamento do solo, medidas consideradas essenciais para garantir melhores condições de tráfego.
De acordo com a dinâmica do município, a Prefeitura costuma priorizar os trajetos utilizados por ônibus escolares nas ações de manutenção.
No entanto, a grande extensão territorial e o número limitado de equipamentos dificultam o atendimento simultâneo de todas as regiões, o que acaba gerando demora nas intervenções.
Para quem vive na zona rural, a situação vai além do desconforto. As condições precárias das estradas representam riscos à segurança, aumentam o desgaste de veículos e impactam diretamente o custo de vida.
A população segue cobrando um planejamento mais contínuo e preventivo, que evite que os problemas se agravem a cada período de chuva.
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