

Motoboys e outros profissionais que utilizam motocicletas como instrumento de trabalho começarão a receber adicional de periculosidade a partir do dia 3 de abril. O anúncio foi feito pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante agenda no Espírito Santo, nesta quarta-feira (11).
O pagamento deverá ser feito pelas empresas a funcionários contratados com registro em carteira, seguindo critérios estabelecidos na regulamentação. Cada empregador será responsável por avaliar se o trabalhador se enquadra nas regras.
As mudanças constam no novo Anexo V da Norma Regulamentadora nº 16, que define quando a atividade com motocicleta deve ser considerada perigosa e, portanto, garante o pagamento do adicional.
O benefício corresponde a 30% sobre o salário-base e já está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho desde 2014, mas agora passa a contar com critérios mais objetivos.
Segundo o ministro, a regulamentação traz mais segurança jurídica para trabalhadores e empresas.
“Quem trabalha motorizado, em motocicletas, e está exposto ao estresse do trânsito durante toda a jornada, tendo contrato formal, seja no setor público ou privado, fará jus a esse adicional a partir de 3 de abril.”
✔ Trabalhadores com carteira assinada
✔ Profissionais que utilizam motocicleta como ferramenta de trabalho
✔ Atividades consideradas de risco conforme critérios técnicos da norma
A regra vale para setores público e privado.
O anexo não se aplica a veículos que não exigem emplacamento ou carteira nacional de habilitação.
Com a atualização, empresas que utilizam motocicletas em suas operações deverão adotar medidas de prevenção e segurança aos trabalhadores.
A Portaria nº 2.021, publicada pelo Ministério do Trabalho e Emprego em dezembro de 2025, estabeleceu prazo de 120 dias para entrada em vigor das novas regras.
A portaria também atualizou as Normas Regulamentadoras 15 e 16, determinando que laudos técnicos de insalubridade e periculosidade fiquem acessíveis a trabalhadores, sindicatos e à Inspeção do Trabalho, ampliando a transparência.
De acordo com o Sindimotos-ES, muitos profissionais ainda não recebem o adicional no estado.
O presidente da entidade, Alexandro Martins Costa, afirma que parte das empresas alegava desconhecimento da norma.
“Tem muitas empresas, mais de 60%, que alegam que não conheciam o sindicato e a convenção. Daí acabam não dando esse benefício.”
Para o sindicato, a nova portaria fortalece a garantia do direito.
“Quem alegava que não conhecia, não tem mais como alegar. Agora cabe aos motociclistas acionarem o sindicato para que a gente comunique a empresa.”
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