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Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano e assumem riscos políticos em ano eleitoral

Campanha militar prolongada e poder de retaliação do Irã podem influenciar eleições nos EUA e em Israel

28/02/2026 às 10h14
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Trump e Netanyahu defendem mudança de regime iraniano e assumem riscos políticos em ano eleitoral

Com o ataque coordenado ao Irã em andamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deixaram claro que o objetivo da operação vai além do programa nuclear iraniano. Ambos passaram a defender abertamente a mudança de regime em Teerã.

A ofensiva, batizada de “Fúria Épica” pelos EUA e “Rugido do Leão” por Israel, amplia a tensão no Oriente Médio e expõe os dois líderes a riscos políticos significativos em um ano eleitoral decisivo para ambos os países.


Discurso direto ao povo iraniano

Trump e Netanyahu instigaram publicamente os iranianos a derrubar o regime teocrático, que governa o país desde a Revolução Islâmica de 1979.

“Quando terminarmos, assumam o governo. Ele será de vocês”, declarou Trump.

“Criaremos condições para que o corajoso povo iraniano se liberte do jugo deste regime assassino”, afirmou Netanyahu.

Além das instalações nucleares, integrantes da cúpula do regime passaram a ser considerados alvos da operação.


Riscos eleitorais nos dois países

A ofensiva ocorre em momento politicamente sensível:

  • Estados Unidos: eleições de meio de mandato podem alterar o controle do Congresso, afetando a governabilidade de Trump.

  • Israel: renovação do Parlamento pode definir a permanência de Netanyahu, o premiê mais longevo da história do país.

Réu em três processos por corrupção, Netanyahu já demonstrou habilidade política ao utilizar crises externas como instrumento de fortalecimento interno. A retórica de defesa contra a ameaça iraniana pode reforçar sua base eleitoral.

Para Trump, porém, o cenário é mais delicado.


Apoio limitado nos EUA

O segundo ataque ao Irã em menos de um ano contraria promessas de campanha de evitar novos conflitos prolongados no Oriente Médio.

Pesquisa recente da The Economist/YouGov aponta que apenas 27% dos americanos apoiam a ofensiva. A maioria da população não compreende as razões do envolvimento dos EUA em mais um conflito na região.

Em pronunciamento à nação, Trump reconheceu que a nova operação pode resultar em baixas militares americanas — algo que não ocorreu na ofensiva anterior.

Uma guerra prolongada, com perda de vidas e custos elevados, pode impactar negativamente a opinião pública.


Pressão militar e capacidade de resposta iraniana

Nas semanas que antecederam o ataque, o governo dos EUA deslocou para a região o maior reforço militar desde 2003.

Segundo autoridades do Pentágono, uma campanha prolongada pode pressionar os estoques militares americanos.

O fator determinante para os desdobramentos políticos será a capacidade de retaliação do Irã — seja contra Israel, seja contra bases americanas no Oriente Médio.

Se a resposta iraniana for intensa e o conflito se estender, tanto Trump quanto Netanyahu poderão enfrentar desgaste interno significativo.

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