
Entre os detidos está pelo menos um assessor parlamentar de Raphaël Arnault, deputado ligado ao partido França Insubmissa (LFI), de esquerda radical. Segundo Arnault, o assessor já teve suas atividades parlamentares encerradas. A Promotoria abriu investigação por homicídio.
A vítima, Quentin Deranque, de 23 anos, morreu após ser espancado em frente a um centro de convenções em Lyon, onde a eurodeputada Rima Hassan participava de um evento.
Grupos da direita local haviam convocado um protesto contra a presença da parlamentar. Vídeos do confronto circularam amplamente nas redes sociais, aumentando a repercussão nacional do caso.
Horas após o anúncio das prisões, a sede do partido França Insubmissa, em Paris, recebeu uma ameaça de bomba e precisou ser evacuada. A polícia isolou a área até a liberação do prédio.
O presidente do partido de direita Reunião Nacional, Jordan Bardella, pediu a renúncia de Arnault e afirmou que “uma linha vermelha foi cruzada”.
Por outro lado, o coordenador nacional do LFI, Manuel Bompard, declarou que o partido não tem qualquer responsabilidade no caso e que seus integrantes também se sentem ameaçados.
O episódio acontece às vésperas das eleições locais do próximo mês e da corrida presidencial do ano que vem, em um ambiente marcado por forte polarização entre grupos de extrema direita e extrema esquerda na França.
A investigação segue em andamento e deve esclarecer a responsabilidade individual dos envolvidos nos próximos dias.
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