

A Prefeitura de Canas, no Vale do Paraíba, suspendeu temporariamente as aulas da Creche Municipal Leda Maria Bilard de Carvalho após identificar 16 crianças infectadas pela síndrome mão-pé-boca, doença viral contagiosa que atinge principalmente crianças pequenas.
A decisão foi oficializada por meio do Decreto Municipal nº 69/2026, publicado em 27 de outubro, e determina a suspensão das atividades nesta quarta-feira (28) e quinta-feira (29).
A unidade, localizada na região central da cidade, atende 132 crianças. Com os 16 casos identificados, aproximadamente 12% dos alunos foram afetados pela doença.
Segundo a administração municipal, a interrupção das aulas tem caráter preventivo e busca evitar novos casos, além de permitir a realização de uma limpeza rigorosa dos ambientes utilizados pelas crianças.
A Prefeitura informou que as atividades presenciais serão retomadas na terça-feira, 3 de novembro.
Além da suspensão determinada para quarta e quinta-feira, a unidade permanecerá sem aulas na sexta-feira (30), devido ao ponto facultativo municipal.
Na segunda-feira (2), também não haverá atendimento em razão do feriado nacional de Finados.
Dessa forma, a interrupção permitirá que as equipes responsáveis realizem os procedimentos preventivos antes do retorno dos estudantes.
O comunicado sobre a suspensão foi encaminhado às famílias das crianças matriculadas na creche.
Durante o período de suspensão, as secretarias municipais de Educação e Saúde trabalharão em conjunto para realizar a higienização da unidade.
Os serviços incluem limpeza e desinfecção de salas, mobiliários, brinquedos, utensílios e outros objetos compartilhados pelas crianças.
A medida considera que a transmissão da síndrome mão-pé-boca pode ocorrer pelo contato com superfícies e materiais contaminados.
A Vigilância Sanitária deverá orientar os procedimentos de higienização, seguindo as recomendações técnicas de prevenção e controle.
O objetivo é reduzir as possibilidades de circulação do vírus no ambiente escolar.
A síndrome mão-pé-boca é uma infecção viral contagiosa, geralmente provocada por enterovírus, incluindo o Coxsackievirus.
A doença recebe esse nome porque pode provocar pequenas lesões e bolhas nas mãos, nos pés e no interior da boca.
Embora possa atingir pessoas de diferentes idades, é mais frequente em crianças menores de cinco anos, especialmente aquelas que frequentam ambientes coletivos.
Na maioria dos casos, a doença apresenta evolução favorável e os sintomas desaparecem ao longo de sete a dez dias.
Entretanto, algumas crianças podem apresentar desconforto importante, principalmente devido às lesões na boca, que dificultam a alimentação e a ingestão de líquidos.
Os sinais mais comuns da síndrome mão-pé-boca incluem:
Febre, que pode aparecer antes das lesões.
Mal-estar, irritabilidade e diminuição do apetite.
Pequenas manchas ou bolhas nas mãos e nos pés.
Feridas dolorosas no interior da boca e na língua.
Dor ao engolir e dificuldade para comer ou beber.
Em alguns casos, lesões em outras regiões do corpo.
Os sintomas podem variar de uma criança para outra.
A presença de febre acompanhada de lesões na boca, nas mãos ou nos pés deve motivar uma avaliação médica, especialmente quando a criança apresenta dificuldades para ingerir líquidos.
A transmissão acontece principalmente pelo contato com secreções de pessoas infectadas.
O vírus pode estar presente na saliva, nas secreções respiratórias, no líquido das bolhas e nas fezes.
Também existe a possibilidade de transmissão pelo contato com objetos e superfícies contaminados.
Em creches, o compartilhamento de brinquedos, utensílios e espaços de convivência pode facilitar a circulação do vírus.
Por isso, os cuidados com a higiene são especialmente importantes em locais frequentados por crianças pequenas.
Mesmo após a melhora dos sintomas, o vírus pode continuar sendo eliminado pelas fezes durante algum tempo, o que reforça a necessidade de manter a higiene das mãos.
A prevenção depende de medidas simples, mas que precisam ser realizadas com frequência.
A principal recomendação é lavar as mãos com água e sabão, especialmente após utilizar o banheiro, trocar fraldas e antes de preparar ou consumir alimentos.
Também é importante higienizar brinquedos, mesas, maçanetas e objetos utilizados coletivamente.
Copos, talheres e outros itens pessoais não devem ser compartilhados.
Crianças com sintomas devem ser avaliadas por profissionais de saúde, e as famílias precisam seguir as orientações médicas e da unidade escolar sobre o afastamento temporário.
A limpeza dos ambientes e a identificação precoce de novos casos são medidas fundamentais para reduzir a transmissão.
Não existe um tratamento antiviral específico de uso rotineiro para a síndrome mão-pé-boca.
Na maioria dos casos, o cuidado é direcionado ao alívio dos sintomas e à manutenção da hidratação.
O profissional de saúde poderá orientar medidas para controlar a febre e reduzir o desconforto, conforme a idade e as condições clínicas da criança.
Alimentos frios e de consistência macia podem ser mais bem tolerados quando existem feridas na boca.
Bebidas ácidas e alimentos que provoquem irritação podem aumentar o desconforto.
É importante evitar a automedicação e não utilizar antibióticos sem indicação médica, já que a doença é causada por vírus.
Os responsáveis devem procurar avaliação médica quando a criança apresenta sintomas compatíveis com a doença.
A atenção deve ser redobrada diante de sinais como dificuldade para beber líquidos, diminuição importante da urina, prostração, febre persistente ou piora do estado geral.
A desidratação é uma das principais preocupações porque as feridas na boca podem provocar dor e fazer com que a criança evite beber água.
Situações como dificuldade para respirar, alterações da consciência ou sinais de desidratação importante exigem atendimento urgente.
A avaliação profissional é essencial para orientar os cuidados e identificar possíveis complicações.
Segundo a Prefeitura de Canas, a suspensão das aulas foi adotada de maneira preventiva, considerando os 16 casos identificados entre as 132 crianças atendidas na creche.
A decisão segue recomendações de vigilância voltadas à prevenção e ao controle da síndrome mão-pé-boca em ambientes coletivos.
O município citou como referência a Nota Técnica nº 16/2023 do Ministério da Saúde, que apresenta orientações relacionadas à doença.
A integração entre as equipes de Educação e Saúde permitirá realizar a limpeza dos ambientes antes da retomada das atividades.
Município: Canas, no Vale do Paraíba.
Unidade: Creche Municipal Leda Maria Bilard de Carvalho.
Crianças atendidas: 132.
Casos identificados: 16.
Suspensão das aulas: 28 e 29 de outubro de 2026.
Ponto facultativo: 30 de outubro.
Feriado de Finados: 2 de novembro.
Retorno previsto: Terça-feira, 3 de novembro de 2026.
Medida oficial: Decreto Municipal nº 69/2026, de 27 de outubro.
Orientação às famílias: Observar possíveis sintomas e procurar atendimento médico quando necessário.
A suspensão temporária das aulas busca conter a transmissão da síndrome mão-pé-boca e preservar a saúde das crianças, dos profissionais da creche e de suas famílias.
A Prefeitura de Canas realizará a higienização dos ambientes e continuará acompanhando a situação por meio das equipes municipais.
A doença geralmente apresenta evolução favorável, mas exige atenção dos responsáveis, especialmente quando há febre, lesões na boca ou dificuldade de alimentação e hidratação.
Com a previsão de retomada das aulas em 3 de novembro, o município reforça a importância da prevenção e da colaboração das famílias para evitar novos casos.
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