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Felício Ramuth reconhece vitória de Lula, defende sistema eleitoral e critica questionamentos do PL após segundo turno

Vice-governador de São Paulo afirmou respeitar a decisão da maioria dos eleitores e questionou as críticas à prorrogação da votação, depois da derrota de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial.

26/10/2026 às 15h42
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba
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Felício Ramuth reconhece vitória de Lula, defende sistema eleitoral e critica questionamentos do PL após segundo turno

O vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, do MDB, manifestou-se nesta segunda-feira (26) sobre o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Em publicação nas redes sociais, ele reconheceu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, sobre Flávio Bolsonaro, do PL, e declarou confiança no sistema eleitoral brasileiro.

A manifestação ocorreu após questionamentos sobre a prorrogação do horário de votação em determinadas localidades do país, medida adotada no domingo (25), em meio a dificuldades relatadas por eleitores para chegar às seções eleitorais.

Ramuth, que apoiou a candidatura de Flávio Bolsonaro, afirmou que respeita a decisão da maioria da população, mesmo diante de um resultado contrário ao projeto político que defendia.

Vice-governador reconhece decisão dos eleitores

Ao comentar o resultado presidencial, Felício Ramuth destacou que participou do processo eleitoral defendendo uma mudança na condução política do país, mas reconheceu que a maioria dos brasileiros fez uma escolha diferente.

Em sua manifestação, afirmou:

“Trabalhamos para oferecer ao Brasil uma mudança que consideramos necessária, mas a maioria dos eleitores escolheu outro caminho, e respeito o resultado das urnas.”

A declaração ganhou repercussão por ocorrer em um momento de divergências entre integrantes de grupos políticos que apoiaram a candidatura derrotada.

O vice-governador também reafirmou a confiança no funcionamento do processo eleitoral brasileiro, posicionando-se favoravelmente ao reconhecimento do resultado anunciado pela Justiça Eleitoral.

 

Prorrogação da votação provocou questionamentos

Uma das principais controvérsias envolvendo o segundo turno foi a extensão do horário de votação em localidades onde eleitores enfrentaram dificuldades para chegar às urnas.

A medida foi discutida após relatos de problemas no transporte público e de outras situações que poderiam comprometer o deslocamento dos eleitores.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, determinou inicialmente a ampliação do horário de votação até as 19h. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a votação poderia continuar nas seções que ainda estavam em funcionamento às 17h, sem reabertura das urnas já encerradas.

A decisão provocou reações de lideranças políticas, especialmente após a divulgação do resultado presidencial.

O candidato Flávio Bolsonaro questionou a medida e anunciou que buscaria contestar o resultado na Justiça.

Felício Ramuth questiona momento das críticas

Na publicação, Ramuth demonstrou estranhamento diante da postura adotada pelo Partido Liberal em relação à ampliação do horário de votação.

Segundo o vice-governador, o próprio PL havia solicitado a prorrogação em determinadas localidades, em razão de dificuldades que poderiam impedir eleitores de comparecer às seções dentro do horário inicialmente previsto.

Ele argumentou que eventuais dúvidas sobre a legalidade ou os efeitos da medida deveriam ter sido apresentadas antes da conclusão da apuração.

Na avaliação de Ramuth, contestar o procedimento somente depois da divulgação do resultado levanta questionamentos sobre a coerência da iniciativa.

O vice-governador também considerou que o número de votos registrados após as 17h não teria sido suficiente para alterar a diferença entre os dois candidatos.

A publicação, entretanto, não apresentou uma contagem específica desses votos.

 

Lula venceu com 51,79% dos votos válidos

De acordo com os resultados divulgados pela Justiça Eleitoral, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República no segundo turno realizado em 25 de outubro.

O candidato do PT recebeu 64.256.232 votos, correspondentes a 51,79% dos votos válidos.

Flávio Bolsonaro, candidato do PL, obteve 59.826.041 votos, equivalentes a 48,21%.

A diferença entre os dois candidatos foi de 4.430.191 votos.

Os números mostram uma disputa eleitoral com resultado relativamente próximo em termos percentuais, embora a vantagem do candidato vencedor tenha ultrapassado quatro milhões de votos.

Posicionamento contrasta com críticas de aliados políticos

A manifestação de Felício Ramuth também chamou a atenção por apresentar diferenças em relação às declarações de outras lideranças políticas que apoiaram Flávio Bolsonaro.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, havia criticado a decisão de prorrogar a votação, questionando a justificativa relacionada ao funcionamento do transporte público.

Tarcísio também manifestou insatisfação com a intervenção judicial que autorizou a ampliação do horário em determinadas circunstâncias.

Ramuth, por sua vez, concentrou seu posicionamento no reconhecimento do resultado e no momento escolhido para apresentar questionamentos sobre o procedimento.

As declarações evidenciam diferentes avaliações entre lideranças políticas que estiveram no mesmo campo de apoio durante a disputa presidencial.

Declaração repercute no cenário político paulista

Ex-prefeito de São José dos Campos e atual vice-governador do Estado de São Paulo, Felício Ramuth possui trajetória política ligada ao Vale do Paraíba.

Sua manifestação sobre o resultado presidencial ganhou destaque por reunir três elementos centrais do debate após a eleição: o reconhecimento da vitória do candidato adversário, a confiança no processo eleitoral e as críticas à contestação apresentada depois da apuração.

O posicionamento não impede que partidos ou candidatos utilizem os instrumentos jurídicos previstos na legislação eleitoral para apresentar questionamentos à Justiça.

Entretanto, a declaração reforça a importância atribuída por Ramuth ao reconhecimento da escolha dos eleitores e à distinção entre divergências políticas e o resultado oficialmente proclamado.

Com a conclusão da eleição presidencial de 2026, as manifestações de lideranças políticas passam a integrar o debate sobre os próximos passos dos partidos, a atuação da oposição e a relação entre os governos federal e estadual.

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