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Comissão Processante dá cinco dias para defesa de Yan Lopes apresentar alegações finais em Caçapava

Procedimento investiga uso de aproximadamente R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar passagens de ônibus; prefeito nega irregularidades e permanece no cargo.

23/10/2026 às 08h59
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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Comissão Processante dá cinco dias para defesa de Yan Lopes apresentar alegações finais em Caçapava

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Caçapava concedeu prazo de cinco dias para que a defesa do prefeito Yan Lopes (Podemos) apresente suas alegações finais no procedimento que pode resultar na cassação de seu mandato.

A intimação foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quinta-feira, 22 de outubro. O documento, emitido na quarta-feira (21), informa que a fase de instrução foi encerrada, permitindo o avanço do processo para suas etapas finais.

A investigação político-administrativa apura a utilização de aproximadamente R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito para subsidiar a tarifa do transporte coletivo.

O prefeito nega irregularidades e afirma que a medida foi adotada para impedir um aumento no preço da passagem de ônibus.

Comissão encerrou fase de instrução

O encerramento da instrução significa que a Comissão Processante concluiu a etapa destinada à produção e à análise dos elementos previstos para essa fase.

Com a publicação da intimação, a defesa do prefeito recebeu prazo de cinco dias para apresentar suas considerações finais sobre a denúncia e os fatos apurados.

As alegações finais representam uma oportunidade para a defesa reunir seus argumentos e se manifestar sobre as provas produzidas.

Após o prazo, o procedimento retornará à comissão para a elaboração do parecer final, independentemente da apresentação ou não da manifestação.

O encerramento dessa etapa não representa condenação nem decisão pela perda do mandato.

Investigação envolve recursos do transporte

A Comissão Processante foi criada para investigar a utilização de aproximadamente R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito.

Segundo a denúncia, esses recursos teriam sido empregados para subsidiar o transporte público municipal.

Os denunciantes questionam se a destinação dos valores respeitou as normas aplicáveis ao fundo.

A discussão envolve dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro relacionados à aplicação de receitas provenientes de multas.

A legislação estabelece finalidades específicas para a utilização desses recursos, incluindo atividades relacionadas à sinalização, engenharia de tráfego, fiscalização e outras destinações legalmente admitidas.

A investigação busca esclarecer se a operação realizada pela Prefeitura respeitou as exigências pertinentes.

Denúncia foi recebida em agosto

O procedimento teve início em 11 de agosto, quando a Câmara Municipal aprovou por unanimidade o recebimento da denúncia apresentada contra o prefeito.

A partir dessa decisão, foi constituída a Comissão Processante para conduzir a apuração.

O recebimento de uma denúncia não significa que os vereadores tenham reconhecido a prática de uma irregularidade.

A finalidade da comissão é reunir informações, assegurar o direito de defesa e apresentar suas conclusões para apreciação do Legislativo.

Prefeito afirma que medida evitou aumento da passagem

Yan Lopes contesta as acusações e sustenta que a aplicação dos recursos buscou preservar o valor da tarifa de ônibus.

Segundo o prefeito, quando assumiu a administração municipal, em 2025, não havia previsão orçamentária suficiente para o subsídio do transporte coletivo.

Ele afirma que a utilização dos recursos permitiu manter a passagem em R$ 4,20, evitando que o valor chegasse a R$ 6,20.

O prefeito também declarou que a decisão foi tomada após manifestação favorável da Procuradoria Jurídica do município.

Essas afirmações integram a versão apresentada pela defesa e estão sujeitas à avaliação da Comissão Processante.

Yan Lopes prestou depoimento em outubro

O prefeito compareceu à Câmara Municipal em 8 de outubro para prestar esclarecimentos.

Durante o depoimento, apresentou argumentos sobre as razões administrativas que teriam motivado o uso dos recursos.

Ele também destacou a preocupação da gestão com o impacto de um eventual aumento da tarifa sobre os usuários do transporte coletivo.

A defesa argumenta que a política adotada teve como finalidade atender ao interesse da população.

A comissão deverá avaliar essas justificativas juntamente com os demais documentos e depoimentos reunidos.

Defesa questionou condução dos trabalhos

Durante a tramitação do procedimento, os representantes do prefeito apresentaram questionamentos sobre algumas etapas da investigação.

Um dos pedidos envolveu a participação da presidente da comissão, vereadora Fran Miranda (PL), que é tia de Yan Lopes.

A defesa solicitou que a parlamentar fosse considerada impedida de participar do processo.

A vereadora respondeu que a decisão sobre eventual cassação caberia ao conjunto dos vereadores.

Outro questionamento esteve relacionado aos depoimentos de testemunhas ouvidas em setembro.

Depoimentos foram anulados e refeitos

Em 7 de outubro, a comissão decidiu anular os depoimentos prestados por testemunhas durante o mês anterior.

A medida ocorreu após a defesa alegar cerceamento de seu direito de participação nos atos processuais.

Com a decisão, as oitivas precisaram ser refeitas antes da conclusão da instrução.

O procedimento buscou permitir o prosseguimento da investigação após a análise dos questionamentos apresentados.

A conclusão dessa fase foi formalizada no documento emitido em 21 de outubro.

Parecer final antecederá votação dos vereadores

Depois do encerramento do prazo para as alegações finais, a comissão deverá elaborar seu parecer.

O documento apresentará as conclusões do grupo responsável pela investigação.

Em seguida, a Câmara Municipal poderá realizar a votação destinada a decidir sobre a eventual perda do mandato.

A cassação não ocorre automaticamente com a apresentação do parecer.

A decisão dependerá da votação do plenário e do cumprimento das regras aplicáveis ao procedimento.

Processo deverá terminar até 11 de novembro

O prazo máximo informado para a conclusão da Comissão Processante é de 90 dias, com encerramento previsto para 11 de novembro.

Até lá, deverão ser realizadas as etapas restantes, incluindo a elaboração do parecer e a eventual votação.

Yan Lopes permanece no exercício do cargo de prefeito de Caçapava enquanto não houver decisão que determine sua perda.

A defesa continuará podendo apresentar os argumentos e manifestações previstos nas regras do procedimento.

Próximos dias serão decisivos para andamento do caso

A abertura do prazo de cinco dias para as alegações finais representa uma etapa importante no andamento da investigação.

Depois da manifestação da defesa, a Comissão Processante deverá concluir sua avaliação e encaminhar o parecer para apreciação dos vereadores.

O processo envolve uma discussão sobre a destinação de recursos públicos e a política municipal de subsídio ao transporte coletivo.

A decisão sobre eventual cassação dependerá da análise do conjunto de informações reunidas e do julgamento político-administrativo realizado pela Câmara, respeitando o direito de defesa e as normas legais.

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