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Rogerio Marinho questiona dados econômicos apresentados pelo governo

O senador Rogerio Marinho (PL-RN), em pronunciamento nesta quarta-feira (28), criticou a condução da economia pelo ministro da Fazenda, Fernando Ha...

29/05/2025 às 15h37
Por: Admin Fonte: Agência Senado
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 - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
- Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O senador Rogerio Marinho (PL-RN), em pronunciamento nesta quarta-feira (28), criticou a condução da economia pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O senador afirmou que a política econômica do governo contradiz o discurso de responsabilidade fiscal.

— Esse é o condutor da economia brasileira, o Sr. Fernando Haddad, que, de uma forma desassombrada e temerária, vem afundando as finanças públicas brasileiras com um discurso diferente da prática. Ele fala em responsabilidade fiscal, mas, na verdade, age com absoluta irresponsabilidade na condução das finanças públicas. E isso tem vitimado sobretudo a população mais pobre, mais fragilizada, que o Partido dos Trabalhadores diz defender.

O senador comparou dados e rebateu declarações do ministro Fernando Haddad. De acordo com o parlamentar, a carga tributária subiu de 20,6% em 2022 para 21,4% em 2025, e a dívida pública cresceu 4,12% doproduto interno bruto(PIB), somando quase R$ 500 bilhões em dois anos e meio. Esse cenário impacta diretamente a população, ressaltou.

O senador também criticou o Orçamento apresentado pelo governo, que, segundo ele, subestimou receitas em várias áreas. Marinho apontou que o governo anunciou um superávit de R$ 15 bilhões, mas que, na prática, o déficit supera R$ 70 bilhões. Ele acusou o Executivo de recorrer a cortes, contingenciamentos e aumento de impostos para cobrir os erros na peça orçamentária.

Esse é o tamanho da forma como este governo se comporta em relação à economia brasileira. Espero que o governo se sensibilize e entenda que eles vão, talvez, corroer as finanças públicas (talvez, pelo aparelhamento da máquina pública, toda hora estoure um novo caso de corrupção). Mas que, pelo menos, não desestruture o tecido econômico, não mexa na ação regulatória, não faça com que o Brasil fique em uma situação insolúvel, em que apenas uma mão pesada, com medidas fortes que vão impactar a população, consiga só erguer a nossa economia em um futuro próximo— declarou.

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