

A maioria dos brasileiros é contrária à eutanásia e ao suicídio assistido, segundo levantamento do Datafolha. A pesquisa também mostra que a população está dividida quando a discussão envolve a possibilidade de interromper tratamentos médicos em determinadas situações.
O tema envolve questões médicas, jurídicas, religiosas e éticas e ganhou espaço no debate público diante das discussões sobre autonomia dos pacientes e cuidados no fim da vida.
A eutanásia ocorre quando uma intervenção é realizada com o objetivo de provocar a morte de uma pessoa que enfrenta uma condição grave. Já o suicídio assistido envolve a participação do próprio paciente na ação que resulta em sua morte.
A interrupção de tratamentos, por outro lado, envolve decisões diferentes e pode estar relacionada à recusa de procedimentos considerados desproporcionais ou que não tragam benefícios ao paciente. A distinção entre essas situações é um dos pontos centrais do debate.
Os resultados mostram que não existe uma posição única da sociedade brasileira sobre todas as decisões relacionadas ao fim da vida. Enquanto a maioria rejeita a eutanásia e o suicídio assistido, a discussão sobre tratamentos médicos apresenta maior divisão de opiniões.
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