

A criação de empregos com carteira assinada no Brasil registrou queda de 25% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano anterior, representando o pior desempenho para os seis primeiros meses do ano desde 2020. O cenário é atribuído, entre outros fatores, ao elevado patamar das taxas de juros praticadas no país.
Os juros elevados costumam reduzir o ritmo da atividade econômica ao tornar mais caro o acesso ao crédito por consumidores e empresas. Como consequência, investimentos podem ser adiados e novas contratações passam a ocorrer de maneira mais cautelosa, impactando diretamente o mercado de trabalho formal.
Apesar da desaceleração observada no período, especialistas ressaltam que diferentes setores da economia apresentam comportamentos distintos, sendo influenciados também por fatores como consumo, exportações e investimentos públicos e privados.
O desempenho do emprego formal continuará sendo acompanhado pelos agentes econômicos ao longo do segundo semestre, especialmente diante das expectativas relacionadas à inflação, à política monetária e ao ritmo de crescimento da economia brasileira
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