
Santa Catarina passou a ocupar a primeira posição entre os estados brasileiros com a menor taxa de mortes violentas intencionais, superando São Paulo, que liderava o ranking nos últimos anos. Os dados constam no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026, divulgado nesta quinta-feira (23), e consideram os registros consolidados de 2025.
O levantamento reúne casos de homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenção policial, indicadores utilizados para medir o nível de violência letal em todo o país.
A mudança representa um marco importante no cenário da segurança pública brasileira. Santa Catarina registrou redução consistente nos índices de violência ao longo dos últimos anos, enquanto São Paulo apresentou leve oscilação, permitindo a inversão na liderança do ranking nacional.
Especialistas destacam que não existe uma única explicação para a redução dos índices de mortes violentas. Entre os fatores apontados estão o fortalecimento das ações de inteligência policial, investimentos em tecnologia, integração entre as forças de segurança e políticas de prevenção.
Santa Catarina também apresenta características socioeconômicas que influenciam positivamente os indicadores, como elevados índices de desenvolvimento humano, maior escolaridade média e menor presença de organizações criminosas em comparação com outras regiões do país.
Já São Paulo continua apresentando uma das menores taxas nacionais, reflexo de décadas de investimentos em integração das polícias, monitoramento por câmeras, bancos de dados compartilhados e ações de investigação.
Apesar da melhora observada em diversos estados, o levantamento mostra que as maiores taxas de mortes violentas continuam concentradas nas regiões Norte e Nordeste.
Especialistas apontam que disputas entre facções criminosas, tráfico de drogas, expansão do crime organizado e dificuldades estruturais nas políticas públicas de segurança ajudam a explicar os elevados índices registrados em parte dessas regiões.
Além dos conflitos entre organizações criminosas, fatores como desigualdade social, presença reduzida do Estado em determinadas áreas e limitações na investigação de crimes também contribuem para o cenário.
O Anuário aponta que o Brasil mantém uma tendência de queda nas mortes violentas observada nos últimos anos, embora ainda existam diferenças significativas entre os estados.
Especialistas ressaltam que a redução dos índices nacionais não significa que o problema esteja resolvido. O desafio continua sendo diminuir as desigualdades regionais e consolidar políticas públicas capazes de reduzir a violência de forma permanente.
O levantamento também reforça a importância de investimentos em inteligência, investigação, prevenção e integração entre União, estados e municípios para ampliar os resultados positivos já alcançados.
Mín. 16° Máx. 24°


