
A pouco mais de um mês de assumir oficialmente a Arquidiocese de Aparecida, o novo arcebispo, Dom Mário Antônio da Silva, de 59 anos, já está na cidade participando de um período de retiro espiritual e adaptação à nova missão.
Nomeado pelo papa Leão XIV, Dom Mário irá assumir o posto no dia 2 de maio, sucedendo Dom Orlando Brandes, que completa 80 anos em 2026, conforme previsto pelo Código de Direito Canônico.
Durante entrevista à TV Vanguarda, o religioso destacou a importância desse momento de preparação, que tem como base o Seminário Bom Jesus, sede da arquidiocese, onde ele já começa a se ambientar à rotina pastoral.
“Estar aqui depois dessa nomeação para assumir a Arquidiocese de Aparecida, sucedendo Dom Orlando Brandes, me ajuda a me preparar melhor para estar aqui a partir de maio, a partir da posse canônica”, afirmou.
Além da preparação espiritual, Dom Mário também reforçou o convite para que o papa visite o Santuário Nacional de Aparecida, considerado a maior igreja católica do Brasil e o maior templo mariano do mundo. O convite já havia sido feito anteriormente por Dom Orlando Brandes, durante encontro com o pontífice no Vaticano.
“Sem dúvida, além de confirmar esse convite, numa oportunidade de estar pessoalmente com ele, irei renovar o convite para estar aqui em Aparecida, dizendo da beleza desse nosso santuário, da Padroeira do nosso Brasil”, destacou.
Antes de chegar a Aparecida, Dom Mário teve atuação em regiões como Amazonas, Roraima e Mato Grosso. Apesar da distância, ele afirma que sempre manteve forte ligação com Nossa Senhora Aparecida, devoção que carrega desde a infância.
“Vivi e cresci, até ir para o seminário, numa comunidade Nossa Senhora Aparecida, no interior do Paraná. Por isso, vir para Aparecida é me reencontrar com essa devoção primeira”, relembrou.
A Arquidiocese de Aparecida é uma das mais importantes do país e reúne grandes centros de peregrinação, como o Santuário Nacional e o Santuário de Frei Galvão. Juntos, os locais recebem milhões de visitantes todos os anos.
Em um contexto de ano eleitoral, Dom Mário também ressaltou o papel da Igreja como promotora do diálogo e da construção de pontes na sociedade.
“Somos chamados a ser ponte. Ponte para a paz, para o amor e também para a santidade”, afirmou.
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