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Vale do Paraíba cria 672 empregos formais em setembro, mas geração de vagas despenca 77,8% em comparação com 2025

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados mostram forte desaceleração nas contratações; região havia registrado 3.034 novos postos no mesmo mês do ano passado e acumula queda de 47% na geração de empregos em 2026

05/11/2026 às 14h59
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba
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Vale do Paraíba cria 672 empregos formais em setembro, mas geração de vagas despenca 77,8% em comparação com 2025

O mercado de trabalho formal do Vale do Paraíba e das regiões próximas apresentou saldo positivo de 672 empregos com carteira assinada em setembro de 2026. Apesar do resultado representar mais contratações do que demissões, o desempenho ficou significativamente abaixo daquele registrado no mesmo período do ano anterior.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), levantamento realizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

O balanço considera municípios do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e região Bragantina.

Em setembro de 2025, essas localidades haviam registrado a criação de 3.034 vagas formais.

Na comparação entre os dois períodos, a diferença foi de 2.362 postos de trabalho, representando uma redução de aproximadamente 77,8% no saldo de empregos.

O resultado indica uma desaceleração expressiva na geração de novas oportunidades com carteira assinada, embora a região tenha encerrado o mês com saldo positivo.

Setembro registra queda de mais de 2,3 mil vagas na comparação anual

A diferença entre os resultados de setembro de 2025 e setembro de 2026 evidencia a redução no ritmo de criação de empregos.

No ano passado, o mercado regional encerrou o mês com saldo de 3.034 vagas formais.

Já em setembro deste ano, o saldo foi de 672 postos de trabalho.

Isso significa que a região criou 2.362 empregos a menos na comparação entre os dois meses.

A redução percentual de 77,8% representa a variação do saldo líquido de empregos, e não necessariamente uma diminuição equivalente no número total de contratações realizadas pelas empresas.

O indicador considera a diferença entre admissões e desligamentos registrados no período.

Portanto, mesmo com a desaceleração, o resultado positivo demonstra que as admissões superaram as demissões em setembro.

Acumulado de 2026 também apresenta retração

A redução na geração de empregos não ficou restrita ao mês de setembro.

No acumulado entre janeiro e setembro de 2026, os municípios considerados pelo levantamento registraram saldo positivo de 13.244 postos de trabalho com carteira assinada.

No mesmo intervalo de 2025, haviam sido criadas 25.158 vagas.

A diferença corresponde a 11.914 empregos a menos neste ano.

Em termos percentuais, o desempenho acumulado apresenta retração de aproximadamente 47%.

Os números mostram que, embora o mercado de trabalho regional continue apresentando saldo positivo, a geração de empregos ocorre em ritmo inferior ao observado no ano passado.

Confira a comparação dos empregos formais

Indicador

2025

2026

Saldo de setembro

3.034

672

Saldo de janeiro a setembro

25.158

13.244

Variação de setembro: queda de 77,8%.

Variação no acumulado do ano: queda de aproximadamente 47%.

Diferença no acumulado: 11.914 vagas a menos em 2026.

Entenda como funciona o levantamento do Caged

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados é uma das principais ferramentas utilizadas para acompanhar o comportamento do mercado de trabalho formal brasileiro.

O levantamento reúne informações sobre admissões e desligamentos de trabalhadores contratados conforme as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O saldo de empregos é calculado pela diferença entre o número de contratações e o número de desligamentos.

Quando o resultado é positivo, significa que houve mais admissões do que demissões.

Quando é negativo, indica que o número de desligamentos superou o de contratações.

O indicador permite acompanhar a evolução do emprego formal em municípios, estados e setores da economia.

Entretanto, os dados não representam todo o mercado de trabalho, pois não incluem da mesma maneira trabalhadores informais, autônomos e outras formas de ocupação fora do universo considerado pelo levantamento.

Desaceleração não significa perda de todos os empregos

A redução de 77,8% no saldo de setembro pode gerar dúvidas sobre o comportamento do mercado de trabalho.

É importante esclarecer que o percentual não significa que a região perdeu 77,8% dos empregos existentes.

Na realidade, o levantamento mostra que o número líquido de novas vagas criadas foi inferior ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

Em setembro de 2026, o saldo permaneceu positivo, com 672 postos de trabalho.

Isso significa que houve crescimento líquido do emprego formal, embora em intensidade menor.

Da mesma forma, a retração de 47% no acumulado do ano se refere à criação líquida de vagas, não à redução do estoque total de trabalhadores contratados.

Essa distinção é importante para compreender corretamente os indicadores econômicos.

Resultado abrange municípios de diferentes regiões

O levantamento considera cidades do Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e região Bragantina.

Essas localidades apresentam características econômicas distintas, com atividades relacionadas à indústria, comércio, serviços, turismo, construção civil e agronegócio.

São José dos Campos, Taubaté, Jacareí, Pindamonhangaba e Caçapava estão entre os municípios que integram a estrutura econômica do Vale do Paraíba.

No Litoral Norte, cidades como Caraguatatuba, São Sebastião, Ilhabela e Ubatuba possuem atividades importantes relacionadas ao turismo e aos serviços.

Já municípios da Serra da Mantiqueira e da região Bragantina apresentam diferentes perfis produtivos.

A diversidade econômica regional significa que o comportamento do mercado de trabalho pode variar entre cidades e setores.

O saldo consolidado de 672 vagas não permite, isoladamente, identificar quais municípios tiveram os melhores ou piores desempenhos.

Para isso, é necessário analisar os dados individualizados de admissões e desligamentos.

Menor geração de vagas exige acompanhamento dos próximos meses

A desaceleração registrada em setembro representa um indicador importante para o acompanhamento da economia regional.

O desempenho do emprego formal pode ser influenciado por diferentes fatores, incluindo investimentos, condições de consumo, demanda por produtos e serviços e decisões de contratação das empresas.

Entretanto, os números divulgados pelo Caged não permitem estabelecer, por si só, uma causa específica para a redução observada.

Uma análise mais detalhada exige considerar o comportamento dos diferentes setores econômicos e as condições do mercado de trabalho ao longo do ano.

A comparação com os meses seguintes também poderá ajudar a identificar se a desaceleração representa um movimento temporário ou uma tendência mais prolongada.

Comércio e serviços podem ter movimentação sazonal no fim do ano

O último trimestre costuma representar um período de movimentação importante para diferentes atividades econômicas.

Datas comerciais, festas de fim de ano e a temporada de verão podem influenciar a necessidade de contratação de trabalhadores em determinados setores.

No Vale do Paraíba, o comércio e os serviços possuem presença relevante nas economias municipais.

Já no Litoral Norte, a atividade turística pode aumentar a demanda por profissionais durante os períodos de maior circulação de visitantes.

Entretanto, não é possível antecipar, apenas com os números de setembro, qual será o resultado efetivo das contratações nos próximos meses.

A confirmação dependerá dos levantamentos oficiais referentes a outubro, novembro e dezembro.

Dados são importantes para o planejamento econômico regional

O acompanhamento das estatísticas de emprego formal contribui para compreender o comportamento das atividades econômicas e identificar alterações no ritmo de contratação.

As informações também podem subsidiar políticas públicas de qualificação profissional, geração de renda e atração de investimentos.

Para empresas, os indicadores ajudam a acompanhar as condições do mercado de trabalho e o desempenho regional.

Já para trabalhadores, os números oferecem um panorama sobre a evolução das oportunidades de emprego com carteira assinada.

Embora o saldo de setembro tenha permanecido positivo, a diferença em relação ao ano passado chama a atenção para a necessidade de acompanhar a evolução do mercado nos próximos meses.

Região encerra setembro com crescimento menor do emprego formal

O Vale do Paraíba e as regiões próximas encerraram setembro com mais contratações do que desligamentos, mas apresentaram uma redução expressiva no ritmo de geração de vagas.

O saldo de 672 empregos representa menos de um quarto das 3.034 oportunidades líquidas criadas em setembro de 2025.

No acumulado dos nove primeiros meses do ano, o resultado também permanece abaixo do período correspondente do ano anterior.

Os dados mostram que o mercado de trabalho formal regional continua em expansão líquida, mas com crescimento significativamente menor.

Os próximos levantamentos do Ministério do Trabalho e Emprego serão importantes para acompanhar o desempenho do último trimestre de 2026.

Informações importantes

Levantamento: Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged)

Órgão responsável: Ministério do Trabalho e Emprego

Período analisado: Setembro de 2026

Regiões abrangidas: Vale do Paraíba, Litoral Norte, Serra da Mantiqueira e região Bragantina

Saldo de setembro de 2026: 672 empregos formais

Saldo de setembro de 2025: 3.034 empregos formais

Diferença: 2.362 vagas a menos

Variação anual de setembro: -77,8%

Saldo acumulado de janeiro a setembro de 2026: 13.244 vagas

Saldo acumulado de janeiro a setembro de 2025: 25.158 vagas

Variação do acumulado: Aproximadamente -47%

Metodologia: Diferença entre admissões e desligamentos formais.

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