

A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo realizará, entre os dias 4 e 14 de novembro de 2026, uma mobilização envolvendo os 645 municípios paulistas para identificar possíveis casos de sarampo e rubéola que ainda não tenham sido reconhecidos ou notificados pelas equipes de vigilância epidemiológica.
A iniciativa integra o 6º Dia de Mobilização Nacional de Busca Ativa de Sarampo e Rubéola, conhecido como Dia S.
O objetivo é fortalecer a capacidade dos serviços de saúde para identificar pessoas que apresentaram sintomas compatíveis com essas doenças, mas cujas ocorrências não chegaram aos sistemas oficiais de notificação.
A ação inclui a revisão de registros médicos, verificação de resultados laboratoriais e atividades de busca nas comunidades.
Até 19 de outubro, São Paulo havia registrado 41 casos confirmados de sarampo neste ano.
A maior parte das ocorrências estava concentrada na capital paulista, responsável por 37 registros.
São Bernardo do Campo contabilizava dois casos, enquanto Guarulhos e Santo André apresentavam uma confirmação cada.
Os números demonstram a importância de manter a vigilância ativa, mesmo em municípios que ainda não registraram casos.
A mobilização busca justamente avaliar a capacidade de identificação das suspeitas em todas as regiões do estado.
Entre as 41 pessoas diagnosticadas com sarampo, 31 não possuíam registro de vacinação ou apresentavam esquema vacinal incompleto.
Outro dado que chama atenção é a concentração dos casos entre crianças pequenas.
Aproximadamente 61% das confirmações ocorreram em menores de dois anos.
Esse cenário reforça a importância da vacinação nas idades recomendadas pelo Programa Nacional de Imunizações.
A proteção coletiva também depende da manutenção de coberturas vacinais adequadas.
Durante a mobilização, as equipes deverão utilizar diferentes estratégias para identificar possíveis casos não notificados.
Uma delas é a revisão de prontuários e fichas de atendimento de estabelecimentos públicos e privados.
Também serão examinados registros de pessoas que procuraram atendimento com sintomas compatíveis com sarampo ou rubéola.
Além disso, os profissionais poderão realizar atividades em residências, escolas e locais de trabalho.
A proposta é localizar situações que não foram inicialmente reconhecidas como suspeitas.
Uma das estratégias será a chamada Busca Ativa Laboratorial.
A iniciativa envolve a análise de amostras e resultados de pacientes que apresentaram sintomas semelhantes aos de outras doenças.
Em determinadas situações, quadros de febre e manchas na pele podem ser inicialmente investigados como dengue, zika ou chikungunya.
Quando houver resultados negativos para essas infecções e sintomas compatíveis, as equipes poderão avaliar a necessidade de investigação para sarampo e rubéola.
A medida busca ampliar a identificação de casos que possam ter passado despercebidos.
A mobilização não ficará restrita às cidades que já confirmaram a circulação do sarampo.
Os municípios sem registros também deverão participar da busca ativa.
O objetivo é verificar se a ausência de notificações corresponde efetivamente à inexistência de casos suspeitos ou se existem dificuldades nos processos de identificação.
A estratégia contribui para avaliar a qualidade da vigilância epidemiológica.
Em regiões como o Vale do Paraíba, a integração entre serviços municipais e estaduais será importante para o acompanhamento das ocorrências.
A Secretaria de Estado da Saúde também está promovendo atividades de atualização para os profissionais envolvidos.
As capacitações abordam identificação de casos suspeitos, investigação epidemiológica, busca ativa e verificação da situação vacinal.
A programação envolve o Centro de Vigilância Epidemiológica e instituições que participam da organização dos serviços públicos de saúde.
A finalidade é padronizar procedimentos e melhorar a capacidade de resposta das equipes.
O sarampo é uma doença viral que pode provocar febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo.
Sua transmissão ocorre pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra.
A doença é altamente contagiosa e pode provocar complicações importantes, especialmente em crianças pequenas e pessoas com maior vulnerabilidade.
Entre os problemas associados estão pneumonia e outras complicações que podem exigir hospitalização.
A identificação rápida de casos suspeitos permite iniciar medidas para reduzir a transmissão.
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