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Homem é preso suspeito de tentar matar companheira com gasolina após discussão em Taubaté

Segundo a Polícia Civil, mulher foi agredida, ameaçada com uma faca e teve as roupas atingidas por combustível; suspeito foi autuado em flagrante por tentativa de feminicídio e posse ilegal de munições de uso restrito.

26/10/2026 às 13h54
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba
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Homem é preso suspeito de tentar matar companheira com gasolina após discussão em Taubaté

Um homem foi preso em flagrante na tarde de sexta-feira, 23 de outubro, suspeito de tentar matar a companheira após uma discussão relacionada ao fim do relacionamento, em Taubaté, no Vale do Paraíba.

A ocorrência foi registrada em uma residência localizada na Estrada Municipal dos Remédios, na região do bairro Granjas Rurais Reunidas São Judas Tadeu.

De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito teria agredido a mulher, feito ameaças com uma faca e despejado gasolina sobre suas roupas e sobre o automóvel dela.

A vítima relatou que o homem também utilizou um isqueiro para ameaçar atear fogo. A situação não resultou em incêndio, e a intervenção da mãe da mulher teria contribuído para impedir o agravamento das agressões.

O caso foi registrado pela Polícia Civil como tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica e posse ilegal de munições de uso restrito.

Discussão teria começado após o fim do relacionamento

Segundo as informações apresentadas à polícia, o episódio aconteceu durante um desentendimento motivado pelo término do relacionamento.

A mulher afirmou que foi ameaçada e agredida fisicamente pelo suspeito.

Durante a discussão, ele teria apertado o pescoço da vítima e a arremessado contra uma bancada.

Na sequência, segundo o depoimento, o homem pegou uma faca e passou a ameaçá-la.

A situação se agravou quando o suspeito teria despejado gasolina sobre o veículo e sobre as roupas da mulher.

O relato da vítima foi incluído no boletim de ocorrência e faz parte dos elementos que serão analisados durante a investigação.

Mulher relatou ameaça de ser incendiada

De acordo com a vítima, o suspeito utilizou um isqueiro depois de espalhar o combustível.

A mulher afirmou que temeu ser incendiada durante a discussão.

A mãe dela, que estava na residência, interveio na situação e ajudou a impedir que o fogo fosse ateado.

A atuação da familiar foi relatada como um dos fatores que evitaram consequências ainda mais graves.

O episódio levou ao acionamento da Polícia Militar, que compareceu ao endereço para atender à ocorrência de violência doméstica.

Exame confirmou lesões no pescoço

Após o atendimento policial, a vítima foi submetida a exame de corpo de delito.

O procedimento identificou lesões na região do pescoço, compatíveis com parte das agressões relatadas.

A documentação médica integra os elementos reunidos pela investigação.

Em depoimento, a mulher também afirmou que já havia enfrentado agressões e ameaças anteriores durante o relacionamento.

O histórico relatado será considerado pelas autoridades responsáveis pela apuração.

A identidade da vítima não foi divulgada nas informações consultadas, em respeito à preservação de seus dados pessoais.

Polícia apreendeu 11 munições de calibre 9 milímetros

Durante o atendimento, os policiais realizaram buscas no veículo utilizado pelo suspeito.

Segundo o registro da ocorrência, foram encontradas duas munições de calibre 9 milímetros, uma faca, um dispositivo de choque elétrico, spray de pimenta e rádios comunicadores.

As equipes também realizaram uma vistoria na residência do investigado, com sua autorização.

No imóvel foram localizadas outras nove munições de calibre 9 milímetros e um simulacro de arma de fogo.

Ao todo, os policiais apreenderam 11 munições desse calibre, além dos demais objetos identificados na ocorrência.

O material foi apresentado à Polícia Civil para os procedimentos cabíveis.

Suspeito negou intenção de matar a mulher

Em depoimento, o investigado apresentou uma versão diferente sobre o episódio.

Ele admitiu ter despejado gasolina sobre o automóvel da companheira, mas afirmou que sua intenção seria danificar o veículo em razão de desentendimentos relacionados à divisão de bens.

Segundo sua versão, o combustível teria atingido a mulher acidentalmente.

O suspeito negou que pretendesse matá-la.

A declaração será analisada em conjunto com o depoimento da vítima, o exame de corpo de delito e os demais elementos reunidos pela investigação.

A prisão em flagrante não representa uma condenação, e a responsabilidade criminal dependerá dos procedimentos legais.

Polícia Civil registrou tentativa de feminicídio

Após a apresentação da ocorrência, a autoridade policial do Plantão da Delegacia Seccional de Taubaté confirmou a prisão em flagrante.

O caso foi registrado como tentativa de feminicídio no contexto de violência doméstica e posse ilegal de munição de uso restrito.

O feminicídio é caracterizado, nos termos da legislação brasileira, pelo assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar.

Quando a conduta é investigada como tentativa, as autoridades avaliam os elementos que indicam a possível intenção de matar, mesmo sem a consumação do crime.

A classificação inicial poderá ser examinada durante o andamento das investigações e do processo judicial.

Delegado solicitou prisão preventiva

A autoridade policial não estabeleceu fiança na delegacia e representou à Justiça pela conversão da prisão em flagrante em preventiva.

A medida foi solicitada em razão das circunstâncias registradas na ocorrência.

A prisão preventiva depende de decisão judicial e do preenchimento dos requisitos previstos na legislação.

Até as últimas informações confirmadas, não havia divulgação de decisão definitiva da Justiça sobre o pedido.

O investigado permanece sujeito aos procedimentos legais relacionados à ocorrência.

Vítima solicitou proteção contra novas agressões

A mulher manifestou interesse em solicitar medidas protetivas de urgência.

Essas medidas são previstas na Lei Maria da Penha e podem ser utilizadas para proteger vítimas de violência doméstica e familiar.

Entre as possibilidades estão o afastamento do investigado do lar e a proibição de aproximação ou contato, conforme a avaliação judicial.

A concessão depende da análise das circunstâncias apresentadas às autoridades.

Não havia confirmação, nas informações consultadas, de que as medidas já tivessem sido deferidas.

Violência doméstica exige atenção aos sinais de risco

Casos de ameaças, agressões físicas e intimidação dentro de relacionamentos representam situações que exigem atenção das autoridades e das redes de proteção.

A violência doméstica pode envolver diferentes formas de agressão, incluindo violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Ameaças de morte e agressões no pescoço são circunstâncias especialmente preocupantes e que exigem avaliação imediata dos riscos enfrentados pela vítima.

A intervenção de familiares e o acionamento dos serviços de emergência podem ser importantes diante de situações de perigo.

O atendimento especializado também contribui para orientar as vítimas sobre seus direitos e as medidas de proteção disponíveis.

Mulheres podem procurar ajuda pelo telefone 180

Mulheres que enfrentam violência doméstica podem buscar informações e orientações pela Central de Atendimento à Mulher, disponível pelo número 180.

O serviço é gratuito e funciona 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados.

A central oferece orientações sobre direitos e serviços de atendimento, além de receber denúncias de violência contra a mulher.

Em situações de emergência ou risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190.

Também é possível procurar diretamente uma delegacia para registrar a ocorrência e solicitar informações sobre medidas protetivas.

Caso permanece sob investigação

A ocorrência registrada em Taubaté segue sob responsabilidade da Polícia Civil.

O homem foi preso em flagrante após a denúncia de agressões, ameaças com faca e utilização de gasolina durante a discussão com a companheira.

O exame de corpo de delito confirmou lesões no pescoço da vítima, enquanto as buscas policiais resultaram na apreensão de munições e outros objetos.

O investigado negou intenção de matar e apresentou sua versão sobre o combustível derramado.

As autoridades deverão analisar os elementos reunidos para esclarecer as circunstâncias do episódio e dar continuidade aos procedimentos legais.

A vítima solicitou proteção contra novas agressões, e o caso permanece registrado como tentativa de feminicídio e posse ilegal de munições de uso restrito.

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