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China determina medidas para reduzir perda de empregos provocada pela inteligência artificial

Diretrizes anunciadas nesta sexta-feira (23) orientam órgãos governamentais a monitorar os impactos da automação, oferecer capacitação profissional e combater práticas discriminatórias no recrutamento de trabalhadores.

23/10/2026 às 17h21
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraiba
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China determina medidas para reduzir perda de empregos provocada pela inteligência artificial

O governo da China anunciou nesta sexta-feira, 23 de outubro, novas diretrizes para reduzir os impactos da inteligência artificial sobre o mercado de trabalho. A medida orienta órgãos governamentais a desenvolver estratégias para evitar que a expansão de sistemas automatizados provoque perdas expressivas de empregos sem alternativas de recolocação para os profissionais afetados.

O documento foi divulgado pelo Conselho de Estado, órgão responsável pela administração central chinesa, e estabelece uma série de recomendações relacionadas ao acompanhamento das transformações tecnológicas.

Entre as prioridades estão o monitoramento dos riscos ao emprego, a criação de planos de contingência, o incentivo à qualificação profissional e o apoio à transição de trabalhadores para novas atividades.

A iniciativa também procura estimular os benefícios da inteligência artificial, especialmente sua capacidade de contribuir para a criação de oportunidades profissionais e o aumento da produtividade.

Governo quer acompanhar os impactos da automação

Uma das principais orientações é aprimorar os mecanismos utilizados para identificar riscos ao emprego associados à adoção da inteligência artificial.

A proposta é permitir que os órgãos públicos acompanhem possíveis mudanças no número de trabalhadores necessários para determinadas atividades e identifiquem setores que possam enfrentar transformações significativas.

O avanço de sistemas automatizados já permite executar tarefas relacionadas ao processamento de informações, à produção de conteúdo, ao atendimento digital e à análise de dados.

Entretanto, os efeitos sobre o mercado de trabalho podem variar conforme o setor, a maneira como a tecnologia é implementada e a capacidade dos profissionais de se adaptar às novas ferramentas.

A orientação chinesa busca antecipar essas mudanças, em vez de agir apenas depois que os empregos forem eliminados.

Planos de contingência deverão ser preparados

O documento também recomenda o desenvolvimento de planos de contingência para situações em que projetos de inteligência artificial provoquem mudanças importantes no mercado de trabalho.

Essas medidas deverão considerar alternativas de apoio aos profissionais afetados e estratégias para facilitar a transição para outras ocupações.

A proposta envolve a atuação de diferentes órgãos governamentais, especialmente aqueles relacionados ao desenvolvimento econômico, à educação e às políticas de emprego.

A divulgação das diretrizes não significa que todas as medidas já estejam implementadas.

Sua aplicação dependerá dos procedimentos e programas desenvolvidos pelas autoridades responsáveis.

Trabalhadores poderão receber apoio para recolocação

Outro ponto destacado é a necessidade de oferecer orientação profissional aos trabalhadores cujas funções sejam afetadas pela inteligência artificial.

O governo defende a ampliação de iniciativas de capacitação para permitir que esses profissionais desenvolvam habilidades exigidas por novas atividades.

Também são recomendados mecanismos de encaminhamento para oportunidades de emprego e apoio durante processos de transição de carreira.

A proposta reconhece que a automação pode modificar profissões existentes e exigir novas competências.

Para os trabalhadores, o desenvolvimento de conhecimentos relacionados às tecnologias digitais poderá representar uma alternativa de adaptação às mudanças.

Entretanto, a formação profissional não elimina automaticamente as dificuldades de recolocação, especialmente em regiões ou setores com menor oferta de vagas.

Inteligência artificial também pode criar empregos

Apesar das preocupações com a substituição de determinadas tarefas, as diretrizes chinesas destacam que a tecnologia também possui potencial para criar novas oportunidades de trabalho.

O desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial movimenta atividades relacionadas à programação, à infraestrutura digital, à análise de dados e à manutenção de equipamentos.

Além disso, ferramentas automatizadas podem ser utilizadas para apoiar profissionais de diferentes áreas, ampliando sua capacidade de realizar determinadas tarefas.

O desafio apresentado pelo governo é aproveitar esses benefícios sem ignorar os riscos de exclusão profissional.

A estratégia busca conciliar modernização tecnológica, crescimento econômico e preservação das condições de emprego.

Uso de algoritmos em contratações será acompanhado

As novas orientações também abordam a utilização de inteligência artificial pelos departamentos de recursos humanos.

Empresas podem utilizar ferramentas automatizadas para analisar currículos, organizar candidaturas e apoiar processos de recrutamento.

Esses sistemas, entretanto, podem apresentar problemas quando reproduzem critérios discriminatórios ou utilizam informações pessoais inadequadamente.

O governo chinês determinou que sejam combatidas práticas ilegais associadas ao uso indevido de algoritmos.

Entre as situações citadas estão discriminação, recrutamento fraudulento e violação da privacidade dos candidatos.

A intenção é estabelecer maior atenção ao uso da tecnologia nas decisões que afetam o acesso ao trabalho.

Qualificação profissional ganha importância

A expansão da inteligência artificial aumenta a relevância da formação continuada.

Profissionais de diferentes setores poderão precisar aprender a utilizar novas ferramentas e desenvolver habilidades complementares às atividades automatizadas.

Entre essas competências estão interpretação de informações, análise crítica de resultados e utilização responsável de sistemas digitais.

A necessidade de qualificação também envolve trabalhadores que não atuam diretamente na área de tecnologia.

Isso ocorre porque a inteligência artificial pode ser incorporada a processos administrativos, comerciais, industriais e de prestação de serviços.

As diretrizes chinesas procuram incluir essa realidade nas políticas públicas de emprego.

Debate tem alcance internacional

A preocupação com os efeitos da inteligência artificial não se limita à China.

Governos, empresas e instituições de ensino de diferentes países discutem como a automação poderá transformar as profissões nos próximos anos.

Parte do debate envolve a possibilidade de eliminação de determinadas funções, enquanto outra parcela considera o surgimento de atividades profissionais que ainda estão em desenvolvimento.

A velocidade dessas transformações também pode variar entre economias e setores.

Por isso, medidas de acompanhamento e qualificação têm sido consideradas importantes para reduzir dificuldades durante a transição tecnológica.

China busca equilibrar inovação e proteção ao trabalhador

As diretrizes divulgadas em 23 de outubro representam uma tentativa do governo chinês de organizar respostas aos impactos da inteligência artificial sobre o emprego.

O documento combina recomendações de monitoramento, capacitação, recolocação profissional e fiscalização do uso de algoritmos.

A proposta não estabelece a interrupção do desenvolvimento da tecnologia, mas orienta que sua expansão seja acompanhada por medidas de proteção aos trabalhadores.

Os resultados dependerão da implementação das ações e da capacidade das autoridades de acompanhar as mudanças no mercado de trabalho.

 
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