

A Prefeitura de Caraguatatuba iniciou uma nova etapa de planejamento para enfrentar os possíveis impactos do fenômeno climático El Niño durante o ciclo 2026/2027. A iniciativa envolve a Secretaria Municipal de Saúde e diferentes setores da administração, com foco na prevenção de emergências e na manutenção dos serviços de atendimento à população.
Uma reunião realizada na terça-feira, 20 de outubro, reuniu representantes das diretorias da Secretaria de Saúde para estabelecer prioridades e definir procedimentos de avaliação dos riscos.
A administração municipal deverá elaborar uma matriz de riscos em saúde até 6 de novembro, utilizando uma metodologia disponibilizada pelo Governo do Estado de São Paulo.
O documento será utilizado para identificar vulnerabilidades e orientar a preparação dos serviços municipais diante de possíveis eventos climáticos extremos.
O trabalho contempla diferentes situações que podem afetar a saúde da população.
Entre os riscos considerados estão chuvas intensas, alagamentos, deslizamentos de terra, ondas de calor e queimadas.
Também serão avaliadas doenças que podem apresentar relação com condições ambientais, como dengue, zika e chikungunya.
A proposta é identificar antecipadamente situações que possam aumentar a demanda por atendimento médico ou comprometer o funcionamento das unidades de saúde.
Embora o planejamento esteja relacionado ao El Niño, isso não significa que todos os eventos considerados ocorrerão necessariamente em Caraguatatuba.
O objetivo é preparar o município para diferentes possibilidades e reduzir sua vulnerabilidade.
A Secretaria Municipal de Saúde utilizará uma ferramenta de avaliação disponibilizada pelo Governo do Estado para organizar as informações sobre os riscos existentes no território.
A metodologia prevê a identificação das principais ameaças, o levantamento das vulnerabilidades e o mapeamento de serviços localizados em áreas suscetíveis a eventos extremos.
Também será analisada a capacidade de resposta da rede municipal.
Esse levantamento permite avaliar quais estruturas podem precisar de atenção especial diante de chuvas intensas, calor excessivo ou outras situações de emergência.
As informações deverão orientar a definição de prioridades e os recursos necessários para eventuais respostas.
O prazo estabelecido para a elaboração da matriz é 6 de novembro.
A reunião foi conduzida por representantes da Vigilância Sanitária e da Vigilância Epidemiológica.
Também participaram diretorias da Secretaria Municipal de Saúde, a secretária Rosana Gravena e a secretária-adjunta Derci de Fátima Andolfo.
A elaboração da matriz envolverá áreas responsáveis pela Atenção à Saúde, Saúde Mental, Assistência Farmacêutica, Regulação, Vigilância e Logística.
O trabalho conjunto busca assegurar que diferentes serviços estejam preparados para eventuais alterações na demanda de atendimento.
Em uma emergência, por exemplo, pode ser necessário reorganizar equipes, preservar o fornecimento de medicamentos ou adequar o funcionamento de determinadas unidades.
Um dos aspectos considerados no planejamento é a localização dos equipamentos públicos de saúde.
A identificação de unidades situadas em áreas mais expostas a alagamentos ou outros eventos permitirá organizar medidas preventivas compatíveis com cada situação.
O levantamento também deverá considerar as condições de funcionamento dos serviços e a disponibilidade de recursos.
A proposta é contribuir para que a rede mantenha os atendimentos essenciais mesmo diante de situações adversas.
Isso envolve desde as Unidades Básicas de Saúde e equipes de Saúde da Família até serviços especializados e de urgência e emergência.
O planejamento também contempla as arboviroses, especialmente dengue, zika e chikungunya.
Essas doenças são transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, cuja reprodução pode ser favorecida pela presença de recipientes com água parada.
Mudanças nas condições de temperatura e precipitação podem influenciar a dinâmica de reprodução dos mosquitos e a circulação das doenças.
Por isso, as ações de vigilância e prevenção precisam considerar as características climáticas e as condições de cada região.
A eliminação de criadouros, o acompanhamento epidemiológico e a orientação da população continuam sendo medidas importantes.
Caraguatatuba também possui um Plano de Contingência e Proteção de Defesa Civil, que estabelece procedimentos para a atuação dos órgãos públicos em situações de risco.
A articulação entre a Secretaria de Saúde e a Defesa Civil é considerada importante para organizar respostas conjuntas.
Em casos de alagamentos, deslizamentos ou outras emergências, essa integração pode contribuir para o atendimento de pessoas afetadas e para a continuidade de serviços essenciais.
O município integra o Departamento Regional de Saúde de Taubaté, responsável pela organização regional de diferentes atividades de assistência no Vale do Paraíba e Litoral Norte.
A participação nessa estrutura também favorece a articulação com outros serviços do Sistema Único de Saúde.
A secretária municipal de Saúde, Rosana Gravena, destacou a importância de identificar os possíveis cenários antes que ocorram situações de emergência.
A administração pretende utilizar a matriz de riscos para estabelecer prioridades, organizar responsabilidades e preparar os serviços para responder às necessidades da população.
O trabalho integra o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o El Niño 2026/2027.
A iniciativa estadual considera três frentes principais: chuvas intensas e eventos extremos, ondas de calor e queimadas, além das arboviroses.
A elaboração da matriz representa uma etapa de planejamento, e não a conclusão das medidas preventivas.
Após a identificação das vulnerabilidades, o município poderá definir ações compatíveis com os riscos encontrados.
O trabalho dependerá da articulação entre profissionais, setores administrativos e órgãos responsáveis pela resposta a emergências.
Com prazo até 6 de novembro, a Prefeitura de Caraguatatuba pretende estruturar um diagnóstico que contribua para a proteção da população e para a continuidade dos atendimentos de saúde durante o ciclo climático 2026/2027.
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