

Carlos Eduardo Barbosa Vieira Leite, de 25 anos, suspeito de matar a tiros a ex-namorada Lívia Berthoud, de 23 anos, em Pindamonhangaba, morreu no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, na capital paulista.
A morte foi confirmada pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP). O homem estava preso desde agosto deste ano, quando foi detido após o crime que vitimou a jovem estudante de Direito.
Segundo as informações divulgadas, o óbito foi registrado como morte suspeita, e a causa ainda não havia sido esclarecida.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para os procedimentos necessários à apuração das circunstâncias da morte.
Carlos Eduardo foi preso em flagrante após o assassinato da ex-namorada.
Na ocasião, ele apresentava um ferimento provocado por disparo de arma de fogo na região do pescoço e precisou receber atendimento médico.
Posteriormente, foi transferido para o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, onde permaneceu sob custódia.
A Secretaria da Administração Penitenciária informou que a família do detento foi comunicada sobre a morte.
As circunstâncias do óbito deverão ser esclarecidas pelos órgãos responsáveis.
A vítima, Lívia Berthoud, tinha 23 anos, estudava Direito na Universidade de Taubaté (Unitau) e realizava estágio no Tribunal de Justiça de São Paulo.
A jovem foi morta a tiros em Pindamonhangaba, em agosto de 2026.
De acordo com as informações da investigação, o suspeito não aceitava o término do relacionamento.
Lívia havia solicitado uma medida protetiva e relatado ameaças de morte atribuídas ao ex-companheiro.
O caso provocou repercussão na região e reacendeu o debate sobre a violência contra mulheres e a importância das medidas de proteção às vítimas.
Durante a apuração, a Polícia Civil reuniu elementos que associavam Carlos Eduardo ao assassinato.
Entre os materiais identificados estavam a arma utilizada no crime e uma inscrição com o nome da vítima, feita com sangue em um espelho.
O conjunto de informações passou a integrar a investigação do feminicídio.
Com a morte do investigado, a responsabilização penal pessoal deixa de ser possível, embora permaneça a necessidade de esclarecimento dos fatos e das circunstâncias relacionadas ao caso.
Familiares de Lívia lamentaram a morte do suspeito antes de uma decisão judicial definitiva sobre o assassinato.
A família destacou a importância de que o crime fosse esclarecido e julgado, preservando a memória da jovem.
A morte de Carlos Eduardo encerra a possibilidade de uma condenação penal contra ele, mas não diminui a gravidade da violência sofrida pela vítima.
O caso de Lívia Berthoud evidencia a importância do enfrentamento à violência doméstica e aos comportamentos de ameaça e perseguição após o término de relacionamentos.
No Brasil, a Lei Maria da Penha estabelece mecanismos de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
Entre esses instrumentos estão as medidas protetivas de urgência, que podem determinar restrições de contato e aproximação por parte do agressor.
Mulheres que enfrentam situações de violência podem buscar atendimento pela Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180. Em situações de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.
A morte do investigado será apurada, enquanto o assassinato de Lívia permanece como mais um caso de violência contra a mulher registrado no Vale do Paraíba.
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