

Um homem de 33 anos foi preso em flagrante na madrugada de segunda-feira (12), suspeito de tentar matar a própria companheira durante uma sequência de agressões no bairro Parque Industrial, na zona sul de São José dos Campos.
Segundo a Polícia Civil, a vítima foi agredida com socos, chutes e empurrões, arrastada pelos cabelos e ameaçada de morte. Parte da violência aconteceu diante do filho do casal, uma criança de apenas três anos.
O suspeito foi identificado como Guilherme Raphael Pequeno Lima de Oliveira. A ocorrência foi registrada como tentativa de feminicídio, violência psicológica contra a mulher e injúria no contexto de violência doméstica.
Imagens de uma câmera de segurança instalada na residência mostram momentos em que a mulher é derrubada e arrastada pelos cabelos para diferentes cômodos.
Conforme o depoimento da vítima, a discussão começou após o companheiro consumir bebida alcoólica.
As agressões teriam continuado no banheiro, onde a mulher relatou ter sofrido novos golpes e uma mordida no nariz.
Posteriormente, o suspeito teria levado a vítima até a sacada do terceiro pavimento do imóvel e tentado obrigá-la a pular.
Segundo a investigação, ele teria ameaçado matá-la e simular que a morte havia ocorrido por suicídio.
Um dos aspectos mais graves da ocorrência foi a presença do filho do casal durante as agressões.
De acordo com o depoimento da mulher, a criança chorava e pedia ao pai que interrompesse os ataques.
A exposição de crianças à violência doméstica representa uma preocupação adicional para os órgãos responsáveis pela proteção familiar.
O episódio deverá ser considerado durante a apuração e na avaliação das medidas legais cabíveis.
Segundo os relatos reunidos pela polícia, as agressões foram interrompidas quando o próprio suspeito machucou um dos braços e solicitou atendimento médico.
A mulher aproveitou a situação para procurar ajuda.
O homem foi localizado enquanto recebia atendimento hospitalar e acabou preso em flagrante.
Uma vizinha também prestou depoimento e confirmou ter ouvido ameaças e gritos durante a ocorrência.
Em depoimento, a vítima afirmou que o relacionamento era marcado por comportamentos de controle e violência psicológica.
Segundo ela, o companheiro restringia o contato com amigos e vizinhos, monitorava seus deslocamentos e impunha limitações à sua rotina.
A mulher também relatou uma agressão anterior, ocorrida em dezembro de 2023, que não teria sido denunciada por medo de represálias.
Essas informações serão consideradas no andamento da investigação.
Após a prisão, o suspeito permaneceu em silêncio durante o depoimento, exercendo um direito previsto na legislação.
A autoridade policial confirmou a prisão em flagrante e solicitou à Justiça a conversão da medida em prisão preventiva.
A investigação continuará para esclarecer todas as circunstâncias da ocorrência.
A decisão sobre a manutenção da prisão caberá ao Poder Judiciário.
Mulheres em situação de violência podem procurar uma Delegacia de Defesa da Mulher ou outros serviços da rede de proteção.
A Central de Atendimento à Mulher funciona pelo telefone 180, com orientações e recebimento de denúncias.
Em situações de perigo imediato, a Polícia Militar pode ser acionada pelo número 190.
O caso registrado em São José dos Campos evidencia a gravidade da violência doméstica e a importância da identificação de ameaças e agressões antes que provoquem consequências irreversíveis.
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