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Caraguatatuba capacita profissionais para fortalecer combate ao trabalho infantil e proteção de adolescentes

Formação realizada entre 6 e 8 de outubro reuniu integrantes da rede municipal de proteção para aprimorar a identificação de situações de exploração e os encaminhamentos de crianças e adolescentes.

10/10/2026 às 12h49
Por: Admin Fonte: Portal Vale do Paraíba
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Caraguatatuba capacita profissionais para fortalecer combate ao trabalho infantil e proteção de adolescentes

A Prefeitura de Caraguatatuba promoveu, entre os dias 6 e 8 de outubro, uma capacitação voltada ao enfrentamento do trabalho infantil e à proteção de adolescentes no ambiente profissional.

A iniciativa foi organizada pelo Setor de Educação Permanente e pelas Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (AEPETI), reunindo profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e representantes de instituições que integram a rede de proteção.

Os encontros aconteceram no auditório da Secretaria de Assistência Social e tiveram como objetivo fortalecer o atendimento e a atuação conjunta dos serviços municipais.

Capacitação abordou desafios atuais do trabalho infantil

A formação teve como tema os desafios da prevenção e erradicação do trabalho infantil no Brasil contemporâneo, com atenção especial às metodologias de identificação e aos procedimentos de atendimento.

Ao longo dos três dias, os participantes discutiram situações que podem caracterizar exploração do trabalho de crianças e adolescentes.

Também foram abordadas estratégias para reconhecer casos que nem sempre são identificados imediatamente pelos serviços públicos.

A proposta foi oferecer ferramentas práticas que contribuam para a prevenção e para o encaminhamento adequado das situações encontradas.

Diferentes setores participaram da formação

O encontro reuniu profissionais de instituições que atuam diretamente na garantia dos direitos de crianças e adolescentes.

Participaram trabalhadores do SUAS, integrantes da Comissão Intersetorial do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (CIPETI), membros do Conselho Tutelar e profissionais da Educação Inclusiva.

A capacitação também contou com educadores da organização da sociedade civil Casa Beija-Flor e uma assistente social da Delegacia de Defesa da Mulher.

A diversidade dos participantes reforçou o caráter intersetorial da iniciativa.

Especialista apresentou metodologias práticas

A formação foi conduzida pelo professor e psicólogo José Carlos Bimbatte Junior, da Associação de Pesquisadores e Formadores da Área da Criança e do Adolescente (NECA).

O especialista apresentou conteúdos teóricos e instrumentos de trabalho destinados a auxiliar os profissionais na identificação de possíveis violações de direitos.

As atividades também abordaram os procedimentos de encaminhamento e a importância do acompanhamento dos casos pelos serviços responsáveis.

A capacitação buscou aproximar o conhecimento técnico das situações enfrentadas diariamente pelas equipes de atendimento.

Trabalho infantil exige atenção da rede de proteção

O trabalho infantil pode ocorrer em diferentes contextos, inclusive em atividades que, à primeira vista, são interpretadas como ajuda familiar ou ocupação informal.

A legislação brasileira estabelece regras específicas para a participação de adolescentes no mundo do trabalho.

De maneira geral, o trabalho é proibido antes dos 16 anos, com exceção da condição de aprendiz a partir dos 14 anos.

Para menores de 18 anos, também existem restrições a atividades perigosas, insalubres, noturnas ou prejudiciais à formação e ao desenvolvimento.

Essas regras procuram garantir que o trabalho não comprometa a saúde, a educação e os direitos fundamentais dos adolescentes.

Integração entre serviços melhora identificação dos casos

Uma das questões destacadas durante a capacitação foi a necessidade de atuação conjunta das políticas públicas.

Situações de trabalho infantil podem envolver fatores sociais, econômicos, familiares e educacionais.

Por isso, o atendimento pode exigir participação da assistência social, da educação, da saúde, dos órgãos de proteção e de outras instituições.

A comunicação entre esses serviços contribui para que os casos sejam identificados e encaminhados de maneira adequada.

Também permite que as famílias tenham acesso às políticas públicas disponíveis.

Formação permanente fortalece atendimento

A capacitação integra a estratégia de qualificação contínua dos profissionais da rede municipal.

O objetivo é preparar as equipes para reconhecer situações de risco, orientar famílias e encaminhar possíveis violações aos órgãos competentes.

O trabalho desenvolvido pela AEPETI busca ampliar as ações preventivas e fortalecer a garantia de direitos.

Com a formação realizada em outubro, Caraguatatuba dá continuidade às iniciativas de enfrentamento do trabalho infantil, com foco na articulação entre os serviços e na proteção integral de crianças e adolescentes.

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