

A Feira do Livro de Ribeirão Preto também se transforma em espaço de inclusão ao oferecer experiências que permitem a participação de pessoas com diferentes tipos de deficiência. Recursos relacionados ao tato, aos sons e à Língua Brasileira de Sinais (Libras) mostram que o contato com a literatura pode acontecer muito além da leitura convencional.
Um jovem cego e uma consultora surda compartilharam suas experiências durante o evento e destacaram como a acessibilidade interfere diretamente na possibilidade de aproveitar a programação cultural com maior autonomia.
Para pessoas com deficiência visual, elementos táteis e recursos sonoros ajudam na compreensão dos espaços, obras e atividades. Já a presença da Libras e de profissionais preparados para atender o público surdo amplia o acesso a apresentações, conversas e outras atrações realizadas durante a feira.
As experiências também reforçam que acessibilidade não significa apenas permitir a entrada de pessoas com deficiência em determinado espaço. É necessário oferecer condições para que elas possam participar efetivamente das atividades e acessar os conteúdos apresentados.
Ao incorporar diferentes formas de comunicação e percepção, a Feira do Livro amplia o alcance da programação e contribui para uma discussão que envolve cultura, inclusão e direito ao acesso à informação.
Os relatos mostram ainda como iniciativas inclusivas podem transformar grandes eventos culturais em ambientes mais acessíveis, permitindo que diferentes públicos compartilhem experiências relacionadas aos livros, à arte e ao conhecimento.
Mín. 15° Máx. 25°



